Sébastien Migne deixa Haiti por mútuo acordo

A Federação Haitiana de Futebol anunciou, ontem, a saída do seleccionador Sébastien Migne, por mútuo acordo. A decisão surge após a participação no Mundial 2026, em que a equipa foi eliminada na fase de grupos com três derrotas, apesar de o técnico francês ter garantido uma qualificação histórica que escapava ao país há 52 anos.
Contratado em Março de 2024, Migne, de 53 anos, liderou a selecção haitiana num total de 27 jogos, somando 13 vitórias, cinco empates e nove derrotas. O seu maior feito foi a qualificação directa para este Campeonato do Mundo, ao terminar em primeiro lugar no Grupo C da fase de apuramento da Concacaf, à frente de Honduras, Costa Rica e Nicarágua, com um registo de três vitórias, dois empates e uma derrota. No entanto, a campanha na fase final do torneio não correu como esperado: integrado no Grupo C, o Haiti terminou na última posição, sem qualquer ponto. A equipa perdeu por 0-1 com a Escócia na estreia, foi derrotada pelo Brasil por 0-3 e, no último jogo, sofreu uma derrota por 2-4 frente a Marrocos. Esta foi apenas a segunda vez que o Haiti participou numa fase final da competição, depois da estreia em 1974, na Alemanha Ocidental, onde também foi eliminado na fase de grupos sem pontuar. Na convocatória para o Mundial 2026, apenas um jogador actuava no campeonato local: o médio Pierre Woodensky. Uma das particularidades do percurso de Sébastien Migne é o facto de nunca ter estado no Haiti durante o seu mandato, devido à instabilidade e perigo no país. Numa entrevista à revista France Football em Março, o técnico explicou a situação. "É impossível, pois é muito perigoso. Eu normalmente moro no país onde trabalho, mas não posso no Haiti. Nem existem mais voos internacionais que pousam lá", afirmou Migné.



