A expectativa sobre o regresso de Sílvio de Sousa à Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol concentra as atenções na convocatória, a ser anunciada nesta semana, com vista à segunda fase das eliminatórias africanas de qualificação à Copa do Mundo da FIBA Qatar’2027.
O internacional angolano solicitou dispensa das duas primeiras janelas por razões pessoais, pelo que permanece a incógnita quanto ao retorno aos dodecacampeões africanos. Caso se confirme o regresso, Pep Clarós, seleccionador, passa a contar com um reforço para o jogo interior da Selecção, atendendo à experiência e à capacidade física do atleta, que tem sido uma das principais referências da equipa nos últimos anos. Angola projecta mais um compromisso decisivo na corrida ao Mundial da “bola ao cesto”, a decorrer entre 27 e 30 do corrente, em Dakar, Senegal, numa etapa em que terá pela frente o Senegal, República Democrática do Congo (RDC) e a Côte d’Ivoire. Depois de garantir o apuramento para a segunda fase, o combinado angolano pretende manter o bom desempenho nas eliminatórias e aproximar-se da qualificação à Copa do Qatar. Os dodecacampeões integram o Grupo F, ao lado de Senegal, Côte d’Ivoire e República Democrática do Congo (RDC). Os resultados da primeira fase são transportados para a etapa decisiva, na qual os dois primeiros classificados de cada grupo e o melhor terceiro asseguram as cinco vagas africanas. Nas vestes de campeã do Afrobasket’2025, Angola é favorita ao apuramento. O grupo apresentou um desempenho considerado sólido na fase inicial, com quatro vitórias e duas derrotas, embora tenha registado deslizes pontuais, sobretudo na derrota com o Egipto, no Multiusos do Kilamba. Os jogos frente ao Senegal e Côte d’Ivoire prometem ser os mais exigentes, pois ambos chegaram à segunda fase com registos consistentes e são rivais directos na luta pelos lugares cimeiros. A RDC surge como adversária teoricamente mais acessível, mas a história das eliminatórias mostra que não há partidas fáceis neste nível. Clarós e pares trabalham na preparação da convocatória, privilegiando a disponibilidade dos jogadores que actuam no exterior e a coesão do grupo.




