O presidente do Petro de Luanda, Tomás Faria, reforçou, sexta-feira, a intenção de o emblema tricolor brilhar na Liga dos Campeões da CAF e anunciou a intenção de alcançar os quartos-de-final, como a linha mínima, sem descurar a disputa de uma final pela primeira vez na história.
Durante o "Café com o presidente", organizado no Centro de Treino Catetão, em Luanda, o número um da direcção petrolífera fez referência que o clube pagou mais do que o preço do mercado, sem o revelar, para se atingir o desiderato. "Em termos estratégicos, queremos criar estrutura para chegar longe. Portanto, estamos preparados para entrarmos na fase de grupos (...). O mesmo nível de investimento obrigou-nos a subir o patamar. As linhas de orientação para o período são de, no mínimo, estar nos quartos-de-final. Se conseguirmos, estaremos na final", salientou. Tomás Faria justificou que a abertura dos cofres destinada aos atletas contratados para atender as empreitadas, com realce a "Champions League", deve-se à falta de condições sociais no país. "Isso faz com que os passes dos jogadores encarecem cada vez mais, quando são contactados para vir a Angola", sustentou. O gestor fundamentou que não pode revelar o volume de dinheiro gasto para assegurar os préstimos dos reforços anunciados por força da blindagem nas cláusulas contratuais: há confidencialidade a respeitar. Para amenizar a curiosidade dos jornalistas, Tomás Faria tomou como referência o valor de mercado desses activos e os últimos salários dos mesmos nas equipas anteriores. É a pista deixada para se avaliar as despesas da agremiação. Em busca da "verdade material", o Jornal de Angola vasculhou os sites Transfermarket e zerozero.pt e constatou que Núrio Fortuna tem um valor de mercado de 600 mil euros; Lucas João tem o passe a rondar os 200 mil euros, Berna terá custado a 250 mil euros, Leo Bolgado é cotado em 900 mil euros e Deybi Flores avaliado em 700 mil euros. O internacional angolano Hélder Costa vai auferir 600 mil dólares por época, à razão de 50 mil por mês, segundo uma fonte contactada junto da direcção do clube. A ambição do responsável justifica o investimento "colossal" para todas as provas. Girabola, Taça de Angola e Liga de Clubes Campeões. Sobre a restauração da Cidadela Desportiva, Faria disse que a Sonangol cumpriu com todos os pressupostos, mas a situação continua parada, conforme as explicações apresentadas pelo Ministério da Juventude e Desportos: falta a assinatura do Memorando. Sobre o destino do treinador Flávio Amado, o número um do Eixo Viário explicou ser "quadro do clube e encontra-se em Moçambique a frequentar o curso para a obtenção da Licença A da CAF com custos suportados pelo Petro de Luanda". Sobre a época desportiva finda, o responsável fez um balanço positivo, embora tenha falhado a conquista da Taça de Angola. "Em termos de gestão desportiva, sabemos que nem sempre conquistamos tudo. Ficámos acima de 50 por cento. A nossa meta é, pelo menos, conquistar 60 por cento de troféus de todas as provas até ao final do mandato. O pleno é sempre difícil". A equipa principal de futebol chega no início da segunda semana de Agosto a Luanda, proveniente de Barcelona, onde cumpre o estágio pré-competitivo. No dia 15 de Agosto, o Petro abre a época com a disputa da Supertaça diante do Wiliete de Benguela. O encontro contou com figuras ligadas à direcção, nomeadamente, Tomás Faria, Dilson Santos, vogal, Yonilde Paulo, vice-presidente, Anselmo Monteiro, assessor do presidente, e alguns sócios.




