A Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol prepara a próxima janela de qualificação para o Mundial de 2027 com três baixas importantes no jogo interior: Bruno Fernando, Sílvio Sousa e Kevin Kokila.
A principal ausência é a de Bruno Fernando, poste de 2,08 metros, que actua actualmente no Anadolu Efes, da Turquia. O jogador já havia manifestado, em Maio, a indisponibilidade para esta missão, decisão posteriormente confirmada à Federação Angolana de Basquetebol. A transferência para o clube turco foi oficializada em Julho, depois de uma época no Partizan de Belgrado.
A baixa de Fernando pesa particularmente no sector interior. O poste foi uma das principais referências de Angola no Afrobasket 2025, competição em que integrou o cinco ideal e ajudou a selecção a conquistar o título continental.
A equipa técnica, liderada por Pepe Clarós, terá ainda de lidar com as ausências de Sílvio Sousa, afastado por motivos familiares, e Kevin Kokila, que se encontra num processo de saída do basquetebol francês.
Os três jogadores estiveram entre as opções de Angola na segunda janela das eliminatórias africanas para o Mundial de 2027, disputada em Fevereiro, em que a selecção contou com Bruno Fernando, Sílvio Sousa e Kevin Kokila no grupo.
Com o trio indisponível, Clarós será obrigado a reorganizar a rotação no jogo interior, procurando compensar a perda de centímetros, capacidade de ressalto e presença defensiva junto ao cesto.
A tarefa ganha maior importância numa competição em que Angola procura manter-se na corrida pelo Mundial de 2027. A selecção integra o grupo D das eliminatórias africanas e tem pela frente adversários como Egipto, Mali e Uganda.
A ausência de Bruno Fernando, em particular, retira à equipa uma das suas principais referências físicas. Na primeira fase das eliminatórias, o poste teve impacto significativo no confronto com o Mali, embora tenha sido condicionado pelas faltas, num jogo que Angola acabou por perder por 80-79.
Perante este cenário, o seleccionador nacional terá de recorrer à profundidade do plantel e ajustar o modelo de jogo para reduzir o impacto das três baixas.
Dakar será, assim, mais do que uma nova etapa na caminhada para o Mundial: será também um teste à capacidade de Angola encontrar soluções quando algumas das suas principais referências do jogo interior não estão disponíveis.



