O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assiste hoje, às 20h00, à final da 23.ª edição do Campeonato do Mundo de Futebol, que coloca frente-a-frente as selecções de Espanha e da Argentina, no Estádio MetLife, em Nova Jérsia.
A confirmação da presença de Donald Trump partiu da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que anunciou a deslocação do Presidente ao recinto onde é coroado o novo campeão mundial. A expectativa em torno da chegada cresce devido às diversas polémicas que marcaram o torneio e nas quais o governante acabou envolvido, de forma directa ou indirecta. Entre os episódios mais mediáticos destacou-se a controvérsia em torno do cartão vermelho mostrado ao avançado norte-americano Folarin Balogun, decisão posteriormente revertida e que alimentou um intenso debate sobre uma alegada influência política nos bastidores da competição. O assunto dominou parte da actualidade desportiva durante o Mundial e voltou a colocar Trump no centro das atenções, embora nunca tenha existido qualquer prova de interferência presidencial,Apesar das sucessivas referências ao seu nome ao longo da prova, esta é a primeira vez que Donald Trump assiste a um encontro do torneio. O líder norte-americano acompanha ao vivo uma modalidade que, nos Estados Unidos, continua popularmente conhecida como soccer, mas que tem conquistado cada vez mais adeptos no país, sobretudo devido à proximidade do Campeonato do Mundo de 2026. A presença de Trump volta igualmente a evidenciar a relação de proximidade que mantém com o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Há precisamente um ano, ambos estiveram lado a lado no mesmo Estádio MetLife, durante a final do Campeonato do Mundo de Clubes, encontro que terminou com o triunfo do Chelsea sobre o Paris Saint-Germain. A final conta também com uma expressiva representação institucional de Espanha. O Governo espanhol confirmou a deslocação do Primeiro-Ministro, Pedro Sánchez, aos Estados Unidos, alterando a decisão inicialmente anunciada, que previa a permanência em Madrid devido a uma visita oficial à Argélia. Pedro Sánchez juntar-se-á ao Rei Felipe VI à Rainha Letizia e às princesas Leonor e Sofía, que apoiam a selecção espanhola numa partida histórica. A presença da família real, do chefe do Governo espanhol e do Presidente dos Estados Unidos transforma a final num evento que ultrapassa as fronteiras do futebol, reúne diplomacia, poder político e desporto num dos maiores palcos do panorama internacional.




