Benguela – A vice-governadora de Benguela para os sectores Político, Social e Económico, Cátia Cachuco, considerou, este sábado, o torneio internacional “Taça Acácias Rubras em Xadrez” como um instrumento que permite o reforço dos laços de amizade entre os países participantes.
Benguela – A vice-governadora de Benguela para os sectores Político, Social e Económico, Cátia Cachuco, considerou, este sábado, o torneio internacional “Taça Acácias Rubras em Xadrez” como um instrumento que permite o reforço dos laços de amizade entre os países participantes.
Segundo Cátia Cachuco, o evento é importante não apenas enquanto competição desportiva, mas também como espaço de confraternização, partilha de experiências, promoção de talentos e aproximação entre povos e culturas.
“Ao recebermos delegações provenientes de outros países e territórios da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e não só, reforçamos os laços de amizade, cooperação e solidariedade que nos unem”, afirmou.
Explicou que a presença de delegações nacionais e estrangeiras em Benguela permite igualmente projectar a imagem da província além-fronteiras, dando a conhecer as suas potencialidades turísticas, culturais e sociais.
“Este momento permite-nos igualmente mostrar a todos os participantes e visitantes a hospitalidade do povo benguelense, a nossa riqueza cultural, as nossas potencialidades e a beleza da nossa província”, sublinhou.
Para a responsável, a realização do torneio constitui uma excelente oportunidade para afirmar Benguela como um espaço aberto à realização de grandes eventos desportivos, culturais e internacionais.
Destacou igualmente o papel do xadrez na formação dos jovens, salientando que a modalidade exige concentração, disciplina e capacidade de antecipação, contribuindo para o desenvolvimento das capacidades cognitivas, do raciocínio lógico e do espírito de superação.
“Cada decisão tem consequências e, para alcançarmos os nossos objectivos, devemos saber planear, pensar e agir com responsabilidade”, acrescentou.
Apelo aos jovens xadrezistas
A vice-governadora apelou aos atletas e delegações participantes para viverem a competição com espírito desportivo, respeito pelos adversários e vontade de aprender.
Aos jovens xadrezistas angolanos, em particular, deixou uma mensagem de encorajamento para que continuem a acreditar no seu talento e a treinar com dedicação, contribuindo para a afirmação da modalidade e do país.
Cátia Cachuco felicitou a Federação Angolana de Xadrez, a Associação Provincial de Xadrez de Benguela, a Associação Acácias Rubras e todos os parceiros envolvidos na organização do evento.
Federação aposta na descentralização
Já o presidente da Federação Angolana de Xadrez, Mário Naves, afirmou que a realização do torneio em Benguela enquadra-se na estratégia de descentralização da modalidade, visando levar competições de alto nível às diferentes províncias do país.
O dirigente recordou que, durante várias décadas, os principais eventos internacionais de xadrez estiveram concentrados essencialmente em Luanda, defendendo que a modalidade deve alcançar todas as províncias onde existam talentos e paixão pelo xadrez.
Mário Naves afirmou que Benguela pode voltar a constituir uma referência nacional da modalidade e servir de exemplo para que outras províncias acolham, nos próximos anos, competições internacionais.
O presidente da Federação revelou ainda que as selecções nacionais seniores, masculina e feminina, vão representar Angola no Campeonato Internacional de Xadrez, no Uzbequistão.
A competição internacional de Benguela, que decorre até 11 de Setembro, pretende combinar a vertente competitiva com o intercâmbio cultural e a promoção do xadrez.
A prova, que decorre na localidade da Baía Azul, conta com a participação de xadrezistas de Angola, África do Sul, Moçambique, Malawi, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Portugal , Namíbia, dentre outrso. JM/CRB




