O Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) defendeu esta Quinta-feira num fórum em Luanda que Angola é um dos mercados energéticos mais importantes de África e deve aproveitar as lições da Nigéria para fomentar as empresas locais.
"Angola continua a ser um dos mercados energéticos mais importantes de África", disse o Afreximbank num comunicado enviado à Lusa, no qual salientou que o banco já investiu dois mil milhões de dólares no petróleo e gás angolano.
No 'Fórum sobre o Desenvolvimento do Conteúdo Local' os peritos, governantes, instituições financeiras, empresas locais e intervenientes do sector exploraram as oportunidades de financiamento ao longo da cadeia de valor do petróleo e gás de Angola, e apontaram o exemplo da Nigéria, que conseguiu fomentar e fazer crescer as empresas locais.
"Empresas locais [nigerianas] como a Oando e a Heirs Energies expandiram as suas posições de propriedade e operação através de transacções de aquisição significativas", lembrou o Afreximbank, exemplificando que "a aquisição da Nigerian Agip Oil pela Oando, no valor de 783 milhões de dólares, aumentou a sua participação nos Contratos de Concessão de Produção de 20 para 40 por cento, enquanto a Heirs Energies adquiriu uma participação de 45 por cento no Contrato de Concessão de Produção e assumiu a operação do activo".
Estes exemplos, salienta o banco vocacionado para fomentar os negócios em África, "ilustraram como as empresas africanas locais podem expandir-se para assumir papéis de maior participação acionista e operacionais".
Angola, disse o vice-presidente do Afreximbank para o Financiamento do Comércio Internacional, Haytham Elmaayergi, "construiu uma plataforma sólida para o seu setor energético, e a próxima fase consiste em permitir que mais empresas angolanas passem da participação e prestação de serviços para a propriedade, a operação e a expansão, aproveitando a experiência de operadores africanos locais de sucesso para transformar essa ambição em transacções financiáveis e construir a próxima geração de líderes nacionais e regionais".
O fórum, realizado à margem da conferência Angola Oil & Gas, "analisou os constrangimentos práticos com que se defrontam as empresas locais, incluindo o acesso a financiamento adequado, a viabilidade financeira, a capacidade de execução e o acesso ao mercado" para financiar o investimento no sector energético nacional.
Existe "um conjunto significativo de oportunidades no sector do petróleo e gás de Angola, incluindo 2,5 mil milhões de dólares para a Lobito Oil, mil milhões de dólares para a Sonangol, 1,4 mil milhões de dólares para a Amufert e 280 milhões de dólares para a Itracom", concluiu o Afreximbank.



