África perde cerca de 200 mil milhões USD por ano devido a ineficiências logísticas

Segundo o responsável, este défice evidencia uma das maiores fragilidades estruturais da economia africana, mas também representa uma das suas maiores oportunidades de transformação.
Pedro Neto estimou ainda que o desenvolvimento de corredores logísticos integrados poderá desbloquear até 1,3 biliões USD em comércio intra-africano até 2035, sublinhando o potencial destes projectos para impulsionar o crescimento económico no continente.
Neste contexto, destacou que infra-estruturas de transporte, conectividade digital, financiamento adequado e maior integração regional devem ser vistos como pilares fundamentais para acelerar o desenvolvimento económico.
Para o responsável, os corredores logísticos têm um impacto directo na criação de emprego, na industrialização e no aumento dos efeitos multiplicadores ao longo das cadeias de valor, com reflexos significativos nas economias nacionais.
Asim, Pedro Neto identificou cinco principais vectores de criação de riqueza associados ao desenvolvimento destes corredores: redução de custos logísticos, industrialização, desenvolvimento do agronegócio, geração de emprego e integração regional.
No que diz respeito à eficiência, destacou que corredores logísticos bem estruturados podem reduzir os custos de transporte em 20% a 35%, aumentando de forma significativa a competitividade das exportações africanas nos mercados internacionais.



