Os sectores da Agricultura, Pecuária, Silvicultura e Pescas respondem por 50,7% da população empregada em Angola, o que corresponde a aproximadamente 6,4 milhões de pessoas.
Os dados foram apresentados ontem pelo Presidente da República, João Lourenço, durante a Sessão Legislativa de Abertura do Ano Parlamentar, na Assembleia Nacional, em Luanda.
O Chefe de Estado destacou o peso estratégico desses segmentos na geração de postos de trabalho e no desenvolvimento económico ao longo da última década.
Actualmente, os registos apontam para a existência de 3,3 milhões de explorações agrícolas familiares e 5.858 empresariais, embora, destas últimas, apenas 125 se encontrem em produção efectiva.
Para reverter esse cenário, o país mobilizou financiamentos significativos junto de parceiros internacionais entre 2022 e 2026.
Os recursos foram direccionados ao reforço da agricultura familiar, infra-estruturas de irrigação, cadeias de valor e investigação agrária, resultando no aumento da produção de raízes, tubérculos, cereais, leguminosas, hortícolas e café.
Entre os principais investimentos, João Lourenço destacou o Projecto Cacála e Coreia (626 hectares para 86 produtores e duas empresas), o Projecto Quizenga (2 mil hectares irrigados para 78 pequenos e médios produtores) e o Projecto Luinga que, com 93% de execução física, prevê irrigar mais de 10 mil hectares para beneficiar 4 mil famílias camponesas e 100 empresas.
O Estadista celebrou ainda o salto na disponibilidade de sementes certificadas e fertilizantes, que subiu de 2.850 toneladas, em 2023, para 6.930 toneladas, em 2025 (alta de 143,2%), considerando estas condições indispensáveis para elevar a produtividade no campo e aumentar o rendimento das famílias rurais.
Mais produção de carne
O sector da Pecuária também ganhou destaque durante o Discurso sobre o Estado da Nação. Na ocasião, o Presidente João Lourenço informou que, entre 2023 e 2025, o país produziu 1,03 milhões de toneladas de carne, com especial realce para o forte desempenho das produções bovina e caprina nas regiões Sul e Centro do país.
Os resultados alcançados representam um crescimento de 4,6% em comparação com o período anterior, um avanço impulsionado pelos programas governamentais de repovoamento animal e de apoio vacinal gratuito às comunidades de criadores tradicionais e empresariais.
Pescas em crescimento
No domínio das Pescas e da Economia Azul, o Titular do Poder Executivo reafirmou que o mar, as águas interiores e os recursos aquáticos constituem activos estratégicos para a diversificação económica, a segurança alimentar e a geração de rendimento nas comunidades costeiras e ribeirinhas.
“Entre 2022 e 2025, a produção nacional de pescado aumentou de 558 mil para 725 mil toneladas, o que corresponde a um crescimento expressivo de 30%”, destacou o Presidente João Lourenço.




