Lubango - A Associação Industrial de Angola (AIA) apresentou, esta quinta-feira, na Huíla, um projecto para a criação de uma base económica e industrial no Corredor do Namibe, com o obejctivo de atrair investimentos, instalar novas empresas e impulsionar a produção e transformação local.
Lubango - A Associação Industrial de Angola (AIA) apresentou, esta quinta-feira, na Huíla, um projecto para a criação de uma base económica e industrial no Corredor do Namibe, com o obejctivo de atrair investimentos, instalar novas empresas e impulsionar a produção e transformação local.
O projecto foi apresentado pelo delegado provincial da AIA na Huíla, Francisco Chocolate, durante o fórum de auscultação dos parceiros sociais para a preparação do Orçamento Provincial para 2027, decorrido na cidade da Huíla.
Explicou que a iniciativa visa aproveitar a localização estratégica da Huíla, o potencial agro-pecuário, mineiro e comercial e a ligação ao Corredor do Namibe, para criar uma plataforma de produção, transformação, distribuição e exportação.
Referiu que a ideia consiste na criação de uma zona económica preparada, onde o Estado assegure as infra-estruturas de base e o sector empresarial assuma o investimento produtivo.
Apontou, entre as condições consideradas necessária, o fornecimento de energia eléctrica, água, segurança, estradas, acessibilidade logística, espaços industriais e serviços administrativos.
Segundo Francisco Chocolate, a base económica deverá permitir o desenvolvimento de diferentes actividades em torno da logística do Corredor do Namibe e contribuir para dinamizar a economia provincial.
O delegado da AIA apontou a dificuldade de acesso a terrenos, energia eléctrica, água, segurança e acessos rodoviários como alguns dos constrangimentos que condicionam a instalação de novas unidades produtivas na província.
Disse que o projecto contempla parques para camiões, armazéns, centros de distribuição, espaços de carga e descarga e lotes destinados a micro, pequenas, médias e grandes empresas.
Francisco Chocolate realçou que a agro-indústria, indústria alimentar, materiais de construção, metalomecânica, embalagens, transformação de minerais, logística, transportes, manutenção e serviços técnicos.
O delegado da AIA considerou que a Huíla deve se preparar atempadamente para aproveitar as oportunidades decorrentes da implementação do Corredor do Namibe, particularmente, no domínio das importações, exportações e circulação de mercadorias.
Francisco Chocolate alertou que, caso a província não avance com os procedimentos necessários, poderá perder oportunidades de dinamização económica quando o projecto estiver concluído.
Disse que a iniciativa prevê uma parceria entre o Governo Provincial, a Administração municipal onde vier a ser implantada, a AIA, investidores privados, instituições financeiras e empresas ligadas aos sectores da energia, água, telecomunicações e logística.
Adiantou que a AIA prevê a criação de um Balcão Único de Apoio ao Investidor, para facilitar processos relacionados com licenciamento, constituição de empresas, questões fiscais, energia, água, terrenos, ambiente e exportação.
Para a fase inicial, segundo o responsável, a associação recomenda o estudo de uma área-piloto com capacidade para acolher entre 50 e 100 empresas, antes da expansão progressiva da infra-estrutura industrial.
Considerou necessário transformar a iniciativa num projecto concreto, através da identificação da área, realização dos estudos técnicos e económicos e criação de um grupo de trabalho, entre o Governo, a AIA e o sector privado.
O projecto prevê uma implementação faseada, com início nos estudos e infra-estruturação, seguido da instalação das primeiras empresas e, posteriormente, a expansão da área industrial e da capacidade logística.
Para 2027, a província da Huíla prevê um orçamento de 49 mil milhões de Kwanzas, com prioridade para a continuidade dos projectos já em curso. BP/ALH


