A Associação Industrial de Angola (AIA) defendeu, ontem, na cidade do Lubango, capital da Huíla, maior fiscalização do cumprimento da Lei do Mecenato por parte das empresas e indústrias nacionais, bem como a efectiva disponibilização dos incentivos decorrentes da sua aplicação.
João Katombela, na Huíla
O apelo foi feito pelo delegado provincial da AIA na Huíla, Francisco Bayua Chocolate, durante o Encontro Provincial de Autores, realizado numa unidade hoteleira do Lubango, no âmbito das celebrações dos sete anos de existência da Academia de Autores da Huíla (ASA-Huíla).
O encontro reuniu mais de 70 autores e serviu igualmente para destacar a importância da Lei do Mecenato na promoção do desenvolvimento cultural do país, particularmente da província da Huíla, através do apoio à descoberta e valorização de novos talentos nos diferentes domínios da arte.
Francisco Bayua Chocolate considerou que, apesar de o cumprimento da Lei do Mecenato ter respaldo legal, poucas empresas nacionais têm observado as suas disposições, em alguns casos por desconhecimento, defendendo, por isso, maior divulgação do diploma.
Segundo o responsável, o apoio à cultura e à produção literária contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e críticos, tendo incentivado os autores a continuarem a escrever, investigar e produzir.
“Quem lê um bom livro nunca termina a leitura sendo exactamente a mesma pessoa que foi quando começou, porque a leitura amplia horizontes, transforma pensamentos, questiona certezas e ajuda-nos a construir uma sociedade com cidadãos mais conscientes, mais críticos e mais preparados”, afirmou.
O delegado provincial da AIA acrescentou que a responsabilidade empresarial não deve limitar-se à produção, criação de empregos e pagamento de impostos, defendendo igualmente uma maior contribuição das empresas para o desenvolvimento social, cultural e intelectual das comunidades onde estão inseridas.
Fábrica de Água Preciosa destacada
Francisco Bayua Chocolate apontou a Fábrica de Água Preciosa como uma referência na aplicação da Lei do Mecenato, destacando o apoio prestado aos autores locais e à produção cultural na província.
“Mesmo num contexto em que os mecanismos de benefício fiscal associados ao mecenato nem sempre têm sido plenamente sentidos pelas empresas, a Fábrica de Água Preciosa tem-se mostrado disponível para cumprir a Lei do Mecenato”, afirmou.
De acordo com o responsável, a empresa tem demonstrado compromisso com três pilares do desenvolvimento sustentável: responsabilidade fiscal, através da manutenção da sua situação tributária regularizada; responsabilidade ambiental, com a promoção contínua da plantação de árvores; e responsabilidade social, por via do apoio a escolas, iniciativas comunitárias e aos autores da Huíla.



