A realização de grandes eventos internacionais em Angola poderá abrir novas oportunidades de investimento no sector Hoteleiro, sobretudo em Luanda, onde a actual oferta de alojamento é considerada insuficiente para acompanhar o crescimento esperado do turismo de negócios.
A perspectiva foi apresentada, segunda-feira, pelo Presidente da República, João Lourenço, durante a inauguração do Palácio de Convenções de Luanda, infra-estrutura destinada a acolher conferências, congressos e outros eventos de dimensão nacional e internacional.
O Chefe de Estado defendeu uma maior participação do sector Privado na expansão da oferta hoteleira, considerando que a existência de infra-estruturas para receber grandes eventos deve ser acompanhada por capacidade suficiente de alojamento para os participantes.
“Não basta ter este centro. Este centro é parte da solução”, sustentou João Lourenço, sublinhando que o crescimento do turismo de negócios depende também da existência de unidades hoteleiras capazes de responder à procura.
Segundo o Presidente, Luanda ainda apresenta um défice de estabelecimentos hoteleiros com capacidade para acolher grandes fluxos de visitantes, situação que poderá limitar o aproveitamento económico dos eventos internacionais realizados no país.
EVENTOS GERAM PROCURA POR SERVIÇOS
A estratégia de captação de eventos poderá beneficiar não apenas a hotelaria, mas também um conjunto de actividades ligadas ao turismo, nomeadamente restauração, transportes, comércio, organização de eventos e outros serviços.
A realização de conferências e encontros empresariais de grande dimensão representa, assim, uma fonte adicional de procura, uma vez que os participantes necessitam de alojamento, alimentação, transporte e outros serviços durante a sua permanência no país.
Para o Executivo, o desafio passa por criar condições para que essa procura seja convertida em maior actividade económica e em novas oportunidades para as empresas nacionais.
João Lourenço revelou que existe uma orientação para a captação de grandes eventos internacionais, envolvendo, entre outros, os Ministérios das Relações Exteriores e do Turismo.
O Presidente adiantou ainda que algumas organizações internacionais visitaram o Palácio de Convenções de Luanda antes da conclusão da obra e manifestaram interesse em realizar eventos no novo espaço. “Isso é algo que viemos fazendo mesmo antes da conclusão das instalações”, afirmou.
PALÁCIO RECEBE ATÉ TRÊS MIL PESSOAS
O Palácio de Convenções de Luanda dispõe de um anfiteatro com capacidade para cerca de três mil pessoas e contará com 12 salas de trabalho para diferentes formatos de reuniões e conferências.
Quatro das salas ainda estão em fase de conclusão. Entre os espaços previstos encontram-se salas com capacidade para 500, 250 e 150 pessoas, permitindo acolher actividades de diferentes dimensões.
A nova infra-estrutura pretende reforçar a capacidade do país para receber eventos internacionais, reduzindo a necessidade de recorrer a soluções provisórias ou a espaços hoteleiros para a realização de iniciativas de grande dimensão.
João Lourenço considerou, no entanto, que a infra-estrutura representa apenas uma parte da estratégia, cabendo ao sector Privado responder à oportunidade através de novos investimentos na Hotelaria. &



