
Luanda - Luanda vai albergar, de 22 a 25 de Julho, a 3ª edição da Semana Africana da Economia Azul (ABEW 2026), um evento que visa impulsionar o desenvolvimento sustentável de todos os recursos marinhos e costeiros africanos.
Os preparativos desse evento esteve em análise segunda-feira, em Adis Abeba (Etiópia), durante um encontro entre a ministra das Pescas e Recursos Marinhos de Angola, Carmen dos Santos, e o comissário para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Meio Ambiente Sustentável da Comissão da União Africana (ARBE), Moses Vilakati.
A iniciativa continental, de acordo com uma nota da embaixada de Angola na Etiópia, vai decorrer sob o lema “Da estratégia à acção: Liderança política para a transformação da economia azul de África” e enquadra-se no cumprimento das metas da Agenda 2063 da União Africana.
O certame, co-organizado pelo Governo de Angola e pela União Africana, reserva painéis técnico-científicos, fóruns de investimento e um segmento de alto nível ministerial.
Os decisores vão debater sectores vitais como as pescas e aquicultura sustentável, o turismo costeiro, os transporte marítimo, a modernização de portos, o desenvolvimento de energias renováveis em alto mar, a investigação científica e a protecção urgente de ecossistemas aquáticos.
A criação de soluções inovadoras de financiamento para infra-estruturas modernas, conservação ambiental, combate concertado à pesca ilegal e protecção das comunidades da orla costeira contra as alterações climáticas figuram ainda entre as matérias a serem discutidas.
A nota indica que a ABEW 2026 assume-se como epicentro da diplomacia marítima no continente, reunindo líderes políticos para harmonizar as regras de governação dos oceanos.
O foco principal estará no estreitamento de laços interestatais e na partilha de dados científicos essenciais para potenciar o comércio marítimo, tirando o máximo partido das oportunidades geradas pela Zona de Comércio Livre Continental Africana.
O evento servirá, igualmente, de ponte para aproximar o sector público das grandes instituições financeiras mundiais, facilitando a entrada de novos capitais privados em África, bem como gerar novos empregos dignos na economia azul, com especial ênfase na integração de jovens e mulheres nas cadeias de valor locais.
Para Angola, lê-se no documento, o acolhimento deste encontro representa uma oportunidade estratégica de grande relevo para dinamizar o seu potencial marítimo e acelerar o processo nacional de diversificação económica.


