Angola e Zimbabwe projectam criar, em breve, um Conselho de Negócios destinado a aproximar os sectores Privados dos dois países, identificar oportunidades de investimento e dinamizar as trocas comerciais bilaterais.
A proposta foi avançada pelo embaixador do Zimbabwe em Angola, Thando Madzvamuse, durante uma visita de cortesia à Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA), em Luanda, onde foram analisadas formas de reforçar a cooperação empresarial entre os dois países.
Segundo o diplomata, o futuro mecanismo deverá funcionar como uma plataforma permanente de diálogo entre empresários e instituições, permitindo discutir barreiras ao comércio, oportunidades de investimento e iniciativas capazes de aumentar a circulação de bens e serviços.
Entre as propostas em análise, está igualmente a possibilidade de trabalhar para uma redução de até 10% das taxas de importação aplicáveis a determinados produtos, como forma de facilitar o comércio entre os dois mercados.
A cooperação vai privilegiar sectores como Agricultura, Agro-indústria, Produção de Sementes, Pecuária, Mineração, Educação e Tecnologias, além do aproveitamento das oportunidades associadas ao Corredor do Lobito.
AGRICULTURA CONCENTRA OPORTUNIDADES
O embaixador destacou o potencial do Zimbabwe na produção de bens alimentares, com destaque para a carne e sementes destinadas à agricultura.
Segundo Thando Madzvamuse, empresas zimbabweanas já fornecem sementes para algumas regiões do Leste de Angola, incluindo o Moxico, enquanto outras companhias participaram na última edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA).
O diplomata apontou para a produção de variedades de milho, trigo, soja e outros cereais adaptados a condições de seca como uma das áreas em que os dois países podem aprofundar a cooperação.
Para o responsável, a experiência acumulada pelo Zimbabwe na Agricultura e Educação pode igualmente ser aproveitada por Angola através de programas de formação e intercâmbio académico dirigidos aos jovens.
A cooperação poderá estender-se ao sector Mineiro, tendo em conta a experiência de Angola na exploração de recursos minerais e as oportunidades existentes no Zimbabwe. &



