Angola fora do Ranking das dez maiores bolsas de África em 2025

Angola ficou de fora do ranking das maiores bolsas africanas em 2025. A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), criada em 2014, encontra-se ainda numa fase incipiente de desenvolvimento, com um número reduzido de empresas cotadas e baixa liquidez no mercado secundário de acções.
Num continente onde mercados como o do Malawi e do Gana protagonizaram recuperações históricas, a ausência de Angola é um sinal de que o país — apesar do seu peso económico na região e da sua riqueza em recursos naturais — tem ainda um longo caminho a percorrer no desenvolvimento do seu mercado de capitais.
O contraste não podia ser mais evidente. Segundo a Daba, plataforma de investimento unificada que ajuda indivíduos e empresas a realizar investimentos de alta qualidade em África, os mercados de acções africanos encerraram 2025 como um dos ciclos mais expressivos da sua história recente.
Em praticamente todo o continente, as bolsas registaram ganhos de dois dígitos em moeda local — e muitas delas proporcionaram retornos igualmente robustos em dólares e euros, beneficiadas pela estabilização cambial, pela descida da inflação e pelo renovado apetite global por activos de mercados emergentes e de fronteira.
As dez maiores bolsas africanas em 2025, por capitalização de mercado:
O maior mercado do Norte de África e o segundo do continente. O índice MASI subiu 27,6% em moeda local, 41,5% em dólar e 25,2% em euro, sustentado por sectores defensivos e participação institucional consistente.
Mais desempenho do que dimensão. Reformas cambiais e reavaliação da banca impulsionaram ganhos de 51,2% em naira, 60,6% em dólar e 43,6% em euro, colocando a NGX entre as bolsas mais rentáveis do mundo em 2025.
Discreta, mas sólida. A procura de fundos de pensões e um conjunto concentrado de empresas de qualidade sustentaram ganhos de 9,8% em pula e 14,8% em dólar — estabilidade institucional em estado puro.
A bolsa regional de oito países francófonos surpreendeu com 25,3% em franco CFA e euro, e 41,8% em dólar. A África Ocidental francófona deixou definitivamente de ser uma alocação de nicho.
Centrada na banca e nas seguradoras, a bolsa tunisina registou 35,1% em dinar, 49,2% em dólar e 31,8% em euro, sustentada pela procura institucional interna e por lucros defensivos.


