Angola prepara terceiro Relatório Nacional Voluntário para 2027

Angola anunciou, hoje, a intenção de apresentar o seu 3.º Relatório Nacional Voluntário sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em 2027, durante um encontro entre o secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, e o presidente do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), Lok Bahadur Thapa, realizado à margem do Fórum Político de Alto Nível.
Na reunião, o Governo reiterou a importância do ECOSOC na promoção do desenvolvimento sustentável e reafirmou o compromisso do país com a implementação da Agenda 2030, através de reformas orientadas para a diversificação económica, inclusão social e crescimento sustentável.
Angola, apresentou, igualmente, os progressos alcançados desde a apresentação do segundo Relatório Nacional Voluntário, em 2025, com destaque para a expansão do acesso à água potável e ao saneamento, que deverá beneficiar mais de 10 milhões de pessoas até 2027.
No sector da energia, o Executivo destacou a evolução da matriz eléctrica nacional, actualmente composta por 61,6 por cento de produção hídrica, 31,8 por cento térmica e 6,6 por cento solar, reforçando a aposta nas fontes renováveis.
O secretário de Estado apresentou igualmente o Corredor do Lobito como um dos principais projectos estruturantes para a integração regional, captação de investimento e promoção da transformação digital, bem como os avanços nas políticas de desenvolvimento urbano sustentável.
Apesar dos progressos, o Governo reconheceu desafios ligados à mobilização de financiamento, fortalecimento das capacidades institucionais, criação de emprego, adaptação às alterações climáticas e reforço das parcerias internacionais.
Neste quadro, Angola solicitou o apoio do ECOSOC e do sistema das Nações Unidas na preparação do terceiro Relatório Nacional Voluntário, cuja apresentação está prevista para 2027 e coincidirá com o encerramento do actual ciclo governativo.
Segundo Luís Epalanga, o documento permitirá avaliar os resultados alcançados na implementação da Agenda 2030 e definir novas prioridades para acelerar o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, reforçando os princípios de transparência, prestação de contas e cooperação internacional.



