Os empresários brasileiros que identificam em Angola mercado para os produtos devem considerar a oportunidade de investir, produzir e transformar localmente para em maior escala alcançar outros países do continente africano.
Esta visão coincide com a estratégia de diversificação da economia na qual a indústria transformadora assume um papel central.
A afirmação foi feita, segunda-feira, em Luanda, no encontro Brasil – Angola, pelo secretário de Estado para a Indústria.
Carlos Rodrigues, que representou o ministro Rui Miguêns, lembrou que o Governo angolano tem investido em reformas essenciais para tornar o mercado interno atractivo aos investimentos.
De acordo com Carlos Rodrigues, pretende-se transformar uma parcela crescente dos recursos que o país possui e desenvolver uma indústria cada vez mais produtiva competitiva e orientada para a produção e para a exportação.
Quanto ao desenvolvimento da indústria local, o governante afirmou que tem contribuído para a substituição competitiva das importações e para uma maior oferta de produtos nacionais.
O responsável fez menção que Angola possui um enorme potencial agrícola, mas o desenvolvimento desse potencial só produzirá plenamente os efeitos sobre a economia se o crescimento da função agrícola for acompanhado pela capacidade de conservar, armazenar, transformar, embalar e comercializar.
“Quando transformamos localmente aquilo que produzimos, reduzimos perdas, substituímos importações, criamos emprego, aumentamos o valor acrescentado nacional e criamos condições para competir nos mercados externos”, disse.
Revolução do Brasil
Por sua vez, o Brasil construiu ao longo das últimas décadas um dos mais importantes complexos industriais do mundo combinando produção agrícola, investigação, tecnologia, mecanização logística e transformação industrial.
“As empresas brasileiras possuem conhecimento, experiência em praticamente todas as etapas desta cadeia de valor e é esta experiência que gostaríamos de ver cada vez mais presente em amor, através de parcerias empresariais, transferência de tecnologia e investimento produtivo”, afirmou.
Para o secretário de Esta-do, quando uma empresa identifica em Angola um mercado relevante para os seus produtos deve também considerar a possibilidade de passar a produzir em Angola e poderá abastecer não apenas o mercado angolano, mas progressivamente outros mercados africanos.
Produção Industrial
O Índice de Produção Industrial do mês de Junho cresceu 7.60 por cento em relação ao mês anterior e registou um crescimento de cerca de 227.97 por cento entre Dezembro de 2025 e Junho de 2026, afirmou o secretário de Estado para a Indústria.
Carlos Rodrigues frisou, durante o encontro empresarial Angola - Brasil, que o crescimento acumulado atingiu 92,53 por cento na Indústria Transformadora.



