Angola registou um crescimento económico de 8,74% no segundo trimestre de 2026, face ao período homólogo, impulsionado pelo desempenho do sector não petrolífero, que expandiu 9,24%, segundo dados apresentados pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, no encerramento do Fórum Empresarial Angola-Namíbia, realizado esta Segunda-feira, 19 de Outubro, em Luanda.
Ao discursar no encontro, que contou com a presença da Presidente da República da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, o governante destacou a evolução da economia angolana e defendeu o reforço do investimento produtivo, da competitividade empresarial e da cooperação económica entre os dois países.
Segundo José de Lima Massano, o sector não petrolífero representa actualmente cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB), reflectindo o alargamento da base económica nacional e os esforços de diversificação da economia.
O ministro salientou igualmente a implementação do Programa de Privatizações, através do qual cerca de 100 empresas passaram para o domínio privado ou abriram o seu capital, medida que, segundo explicou, visa potenciar o sector empresarial privado e melhorar as condições de transparência, concorrência e protecção do investimento.
No domínio financeiro, referiu que Angola adequou a sua legislação a padrões internacionais e eliminou procedimentos administrativos que condicionavam a entrada e saída de capitais.
Acrescentou que o mercado de capitais nacional conta actualmente com seis empresas cotadas, contribuindo para o aprofundamento do sistema financeiro.
Infra-estruturas e investimento produtivo
No capítulo das infra-estruturas, José de Lima Massano destacou os investimentos realizados na modernização dos portos e aeroportos, na expansão da rede rodoviária e na melhoria do acesso à energia eléctrica e à água.
De acordo com o governante, cerca de 70% das zonas urbanas do país têm acesso à energia eléctrica da rede pública, enquanto o Executivo continua a aumentar a capacidade de produção de água, incluindo para atenuar os efeitos da seca no Sul de Angola.
Para o ministro, o crescimento sustentável exige estabilidade macroeconómica, investimento produtivo, empresas competitivas e infra-estruturas eficientes, capazes de transformar os recursos naturais em bens de maior valor acrescentado e contribuir para o bem-estar da população.
Angola e Namíbia reforçam integração económica
A cooperação bilateral esteve igualmente no centro do discurso, com destaque para os instrumentos jurídicos assinados durante o Fórum Empresarial Angola-Namíbia, em particular o acordo para o estabelecimento e a implementação de um posto fronteiriço de paragem única entre Oshikango, na Namíbia, e Santa Clara, em Angola.
O governante associou este entendimento a outros passos de integração regional, nomeadamente a adesão de Angola ao mercado comum regional e a recente aceitação do kwanza como moeda do sistema de pagamentos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Na perspectiva de José de Lima Massano, estes instrumentos representam a vontade política dos dois países de aprofundar a integração económica e social, devendo agora ser aproveitados pelos empresários e investidores para ampliar os negócios, criar empregos e aumentar a oferta de bens e serviços.
O ministro apelou, por isso, aos agentes económicos angolanos e namibianos para transformarem os compromissos institucionais em investimentos concretos e parcerias empresariais capazes de gerar benefícios para as duas economias.
O Executivo angolano, assegurou, continuará a prestar o apoio necessário ao reforço da cooperação económica e financeira entre Angola e a Namíbia. Foto, em linha com as orientaçõesdo Presidente da República, João Lourenço.
No encerramento, José de Lima Massano reiterou as boas-vindas à Presidente namibiana e manifestou a expectativa de que o Fórum Empresarial constitua um marco para a consolidação de novas parcerias e para a construção de uma prosperidade partilhada entre os dois povos.




