O Ministério do Ambiente está a preparar o plano de acção nacional para a redução das emissões de metano, para o reforço das medidas de mitigação dos gases com efeito estufa e promover práticas sustentáveis na indústria petrolífera, informou o secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável.
Nascimento Soares falava durante a abertura da 6.ª Conferência sobre Ambiente e Desenvolvimento, promovida pela revista Economia & Mercado. Destacou que o plano se enquadra nos esforços do Executivo para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, com particular atenção ao metano, cujo potencial de aquecimento global estimou ser cerca de 28 vezes superior ao do dióxido de carbono.
O secretário de Estado salientou que o país está a trabalhar na implementação de instrumentos estratégicos para a acção climática. Entre as prioridades, destacam-se a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas (ENAC) 2025-2035, a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC 3.0) 2025-2035 e o Plano Nacional de Acção Climática (PNAC) 2026-2035.
Para o governante, a descarbonização do sector petrolífero exige mecanismos de monitorização, reporte e verificação. Estas ferramentas são essenciais para avaliar os progressos alcançados e assegurar o cumprimento dos compromissos nacionais e internacionais assumidos pelo país em matéria de acção climática.
Transição energética
Nascimento Soares defendeu que a transição energética deve ser encarada não apenas como uma mudança das fontes de produção de energia, mas também como uma oportunidade para transformar a estrutura económica nacional, desenvolver novas competências, estimular a inovação e reforçar a capacidade produtiva do país.
O processo de transição energética, frisou, exige planeamento, investimento e uma visão estratégica de longo prazo, a fim de garantir que a diversificação das fontes energéticas contribua para o desenvolvimento sustentável sem comprometer o crescimento económico.




