O Ano Agrícola 2026/2027 abre hoje, oficialmente, na localidade do Eko, comuna da Môngua, município do Cuanhama, na província do Cunene, onde está implantado o Perímetro Irrigado do Cafu.
O acto oficial é orientado pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, sob o lema “Transformação dos Sistemas Agrícolas em Sistemas Agroalimentares e a Aceleração no Aproveitamento do Uso dos Recursos Hídricos para a Segurança Alimentar e Nutricional”.
Para esta campanha, a mecanização e o reforço do crédito à produção consolidam-se como os dois principais instrumentos de aposta do Executivo.
Pasto e forragens
As localidades de Embudo e Calucuve, no recém-criado município da Cafima, e Cuvelai vão contar, a partir de 2027, com campos experimentais para a produção de pasto e forragens.
O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura e Florestas durante uma visita técnica à região.O ministro Isaac dos Anjos assegurou que a pecuária constitui um sector estratégico para o Cunene, com foco no aumento da produção animal e derivados.
O governante sublinhou a necessidade de optimizar o proveito dos projectos hídricos estruturantes integrados no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola.
Durante a vistoria às infra-estruturas, o ministro explicou que as recém-inauguradas barragens do Ndúe e do Calucuve, bem como os seus canais adutores, visam abastecer as populações locais, acelerar a introdução de novas técnicas de produção e garantir o alimento para o gado.
“Queremos melhorar a gestão agro-pecuária, aproveitando o leito do canal do Ndúe e do Calucuve para a produção de pasto e implementação de novas práticas agrícolas”, afirmou.
Para além das reservas estratégicas de água, o titular da pasta prometeu introduzir naquelas localidades culturas inovadoras para a região, como café, cacau e banana — esta última com elevada procura local —, apoiadas por pacotes tecnológicos que gerem oportunidades rentáveis para a juventude.
Isaac dos Anjos reafirmou ainda o compromisso do Executivo na criação de um ambiente macroeconómico estável e na garantia de energia eléctrica, água e vias de comunicação melhoradas para sustentar resultados a curto, médio e longo prazo.
Em termos operacionais, o campo experimental de Embudo ocupará uma área de 400 hectares, integrando vias de acesso internas, edifícios de apoio, parcelas de demonstração, reservatórios, estação de bombagem, armazéns, oficina e seis pivôs de rega.
Por sua vez, o campo de Calucuve, numa extensão de 10 hectares, já se encontra em fase de testes com cerca de três mil plantas, com destaque para a produção de banana, limão, manga e caju.Em relação ao Cafu, estão a ser experimentadas cerca de 8.000 plantas diversas.




