A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a Sonangol formalizaram um acordo destinado ao desenvolvimento dos biocombustíveis. A assinatura do instrumento foi testemunhada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que referiu que Angola discute há algum tempo o desenvolvimento dos biocombustíveis, energias renováveis e biorrefinarias, salientando que chegou a altura de "falar menos e fazer mais".
De acordo com um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, a que o VerAngola teve acesso, o "Protocolo de Cooperação Estratégica que visa impulsionar o desenvolvimento da cadeia de valor dos biocombustíveis em Angola", foi assinado esta Terça-feira, entre as duas empresas.
"O acordo, rubricado pelos presidentes dos Conselhos de Administração (PCA) da ANPG, Paulino Jerónimo, e da Sonangol, Sebastião Martins, estabelece as bases para a realização de estudos de viabilidade, criação de enquadramento regulatório e identificação de oportunidades de negócio no sector", lê-se na nota, que acrescenta que "a cooperação abrange áreas estratégicas como o aproveitamento do potencial agrícola nacional, a produção sustentável de biomassa, a investigação científica, a capacitação de quadros nacionais, a transferência de tecnologia e a atracção de investimento privado".
O PCA da ANPG salientou "a dimensão económica e social da iniciativa, destacando que, ao estimular a produção nacional de biomassa e a criação de cadeias de abastecimento estruturadas, o projecto poderá contribuir significativamente para o desenvolvimento do agronegócio, a geração de emprego, a valorização do conteúdo local e o surgimento de novas oportunidades de negócio em Angola".
Já Diamantino Azevedo, que testemunhou o acto, aproveitou para apelar à "concretização prática dos compromissos assumidos".
Na ocasião, o ministro salientou que o "país debate há já algum tempo o desenvolvimento dos biocombustíveis, das energias renováveis e das biorrefinarias", tendo defendido que chegou a altura de "falar menos e fazer mais, transformando as ideias e os projectos em resultados concretos".
"Diamantino Azevedo salientou ainda que a aprovação da Estratégia de Biocombustíveis representa uma oportunidade para reforçar a consistência e a estabilidade do quadro de desenvolvimento do sector no país", lê-se ainda na nota.
Potencial de Urânio em Angola discutido em audiência
Ainda nesta Terça-feira, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, manteve uma audiência com o presidente da Swakop Uranium, Luo Wei, "para avaliar o progresso dos trabalhos de prospecção de urânio em território angolano".
"O encontro serviu para fazer o ponto de situação do Acordo de Desenvolvimento de Projecto estabelecido entre a Swakop e a Sonangol, destinado a identificar o potencial deste recurso, em colaboração com o Instituto Geológico de Angola (IGEO)", refere outro comunicado do Ministério dos Recursos Minerais, a que o VerAngola teve acesso.
À margem da reunião, o vice-Presidente da Swakop, Irvinne Simataa, relembrou que, "durante uma reunião realizada em Fevereiro do corrente ano, na Cidade do Cabo, África do Sul, no âmbito da Indaba Mining, foi assumido o compromisso de identificar potenciais alvos de exploração antes do final de 2026, tendo a audiência desta Terça-feira, servido para apresentar o balanço dos progressos alcançados".
"Há um enorme potencial neste país e a nossa empresa, em parceria com a Sonangol, está pronta para ajudar Angola a concretizar estas perspectivas", referiu, citado na nota.




