A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a Sonangol assinaram, na terça-feira, em Luanda, um protocolo de cooperação destinado a promover o desenvolvimento da cadeia de valor dos biocombustíveis no país.
Segundo o presidente do Conselho de Administração (PCA) da ANPG, Paulino Jerónimo, o acordo servirá de base para criar as condições necessárias à implementação da primeira biorrefinaria de combustíveis avançados em Angola.
A futura unidade industrial vai estar focada na produção de biodiesel, bioetanol e combustível sustentável de aviação (SAF), apostando fortemente no potencial agrícola nacional.
O protocolo estabelece as directrizes para estudos de viabilidade técnica, económica e financeira, além de prever a definição de um quadro regulatório adequado, a identificação de oportunidades de investimento e o fomento de iniciativas que impulsionem esta indústria.
Paulino Jerónimo sublinhou que o acordo é um marco para o futuro energético do país, ao conjugar os esforços de duas instituições com responsabilidades complementares.
A ANPG, como entidade reguladora, junta-se à petrolífera estatal para acelerar projectos de alto impacto económico e social.
Além do aproveitamento da biomassa, a iniciativa visa promover a investigação científica, a formação de quadros angolanos e a transferência de tecnologia.
O projeto pretende ainda atrair investidores estratégicos internacionais e dinamizar o agronegócio nacional, estabelecendo parcerias sólidas que integrem os pequenos produtores agrícolas na cadeia de fornecimento de biomassa.
Esta sinergia será fundamental para gerar postos de trabalho qualificados no interior do país, fixar a juventude nas suas comunidades de origem e valorizar o conteúdo local por meio da transferência de conhecimento tecnológico.
No acto, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, lançou um apelo directo às equipas técnicas, instando-as a avançar de imediato com um cronograma de acções urgentes que garanta a concretização prática de todos os compromissos assumidos, transformando o protocolo num motor real de diversificação económica.
Yara Manuel




