Apenas cerca de 366 mil viaturas, de um universo superior a dois milhões em circulação em Angola, possuem seguro válido, um cenário que evidencia o baixo nível de cobertura do seguro automóvel obrigatório no país.
Os dados foram apresentados durante a abertura do XI Fórum Seguros do Jornal Expansão, subordinado ao tema “O Papel dos Seguros Obrigatórios e da Resseguradora Nacional”, que contou com a participação do secretário de Estado para os Assuntos Tributários, José Leiria.
Na ocasião, o governante defendeu o reforço dos seguros obrigatórios e da capacidade nacional de resseguro, considerando estes instrumentos fundamentais para proteger os cidadãos, salvaguardar as famílias e fortalecer a economia angolana.
Segundo os dados apresentados no encontro, a reduzida cobertura do seguro automóvel deixa uma parte significativa dos proprietários de viaturas fora da protecção prevista por lei, aumentando a exposição das famílias a riscos e encargos financeiros em caso de acidentes.
Apesar deste cenário, o sector segurador registou uma evolução positiva no primeiro semestre de 2026, com uma produção de cerca de 329 mil milhões de kwanzas, correspondente a um crescimento de 24,34% face ao período homólogo.
José Leiria destacou igualmente o papel da Mulemba Re, primeira resseguradora de direito angolano, no reforço da capacidade nacional de resposta a riscos de grande dimensão e na retenção de recursos financeiros no país, reduzindo a necessidade de transferir divisas para o exterior.
Para o secretário de Estado, o desafio passa por transformar o seguro de uma obrigação legal numa cultura de protecção, através do reforço da fiscalização, da literacia financeira e da disponibilização de produtos ajustados à realidade económica das famílias e das empresas.




