Tomada de posse marca início da actividade da organização, que defende melhor assistência médica, valorização dos reformados e maior inclusão nas políticas públicas.
A Associação Mutualista dos Reformados e Pensionistas da Indústria Petrolífera e Afins de Angola (AMRPIPAA), realizou ontem, em Luanda, a cerimónia de tomada de posse da sua nova direcção, num acto que assinala o início de um novo ciclo de liderança da organização. A cerimónia reuniu associados, representantes de instituições públicas e privadas, bem como convidados ligados ao sector petrolífero, que testemunharam a investidura dos novos órgãos sociais da associação. Em declaraçõea à imprensa, o presidente do Conselho de Administração da AMRPIPAA, Carlos Makuende, considerou que a criação da associação representa um momento histórico para os reformados angolanos, ao proporcionar uma estrutura organizada para a defesa dos seus interesses. Segundo o PCA, a direcção pretende desenvolver um trabalho permanente junto das empresas com elevado número de pensionistas, promovendo o levantamento das principais dificuldades enfrentadas pelos antigos trabalhadores e procurando soluções em articulação com os organismos competentes. Na ocasião, o presidente da Mesa da Assembleia Geral, Alfredo Filipe Mandona, afirmou que a associação surge para preencher uma lacuna na representação dos pensionistas, uma vez que, durante vários anos, muitos reformados sentiram-se desprotegidos e sem uma estrutura capaz de defender os seus interesses. Segundo o responsável, a valorização da classe constitui o principal objectivo da associação, que pretende trabalhar em estreita colaboração com as instituições do Estado, empresas públicas e privadas, no sentido de melhorar as condições sociais dos reformados. Entre as principais preocupações apresentadas figuram a inexistência de unidades hospitalares especializadas para pensionistas, a necessidade de garantir assistência médica e medicamentosa adequada e a criação de mecanismos que permitam maior protecção social aos reformados e aos seus familiares. Alfredo Filipe Mandona defendeu igualmente que os pensionistas sejam contemplados sempre que houver actualizações salariais na Função Pública, sublinhando que, no passado, os reajustes também beneficiavam quem já se encontrava na reforma. Outro aspecto referido prende-se com o pagamento das pensões. Apesar de existir uma orientação para que os valores sejam disponibilizados a partir do dia 15 de cada mês, o responsável apontou diferenças entre instituições bancárias, situação que, segundo disse, deve ser harmonizada para evitar constrangimentos aos beneficiários. Assistência médica entre as prioridadesA direcção da AMRPIPAA informou que definiu um plano estratégico de curto, médio e longo prazo, sendo a primeira etapa dedicada ao reforço da assistência médica e medicamentosa, considerada uma das maiores necessidades dos reformados. A associação pretende ainda promover iniciativas de solidariedade social, reforçar o acompanhamento dos pensionistas em todo o país e contribuir para que os direitos desta franja da população sejam cada vez mais reconhecidos nas políticas públicas. Para os dirigentes da organização, o envelhecimento da população activa exige uma atenção crescente às questões da reforma, defendendo que a valorização dos pensionistas representa também um reconhecimento pelo contributo prestado ao desenvolvimento económico e social de Angola ao longo de várias décadas. realizou, sexta-feira, em Luanda, a sua primeira Assembleia Geral, acto que assinalou a entrada em funcionamento dos órgãos sociais da organização e o arranque de um programa de acção voltado para a defesa dos direitos e da dignidade dos reformados. Situação Social preocupa associaçãoO Administrador Executivo para a Área Social, da AMRPIPAA Domingos Tomás, manifestou preocupação com a situação social de muitos reformados, referindo que alguns continuam sem habitação própria e enfrentam dificuldades económicas e familiares. O dirigente chamou igualmente a atenção para situações de vulnerabilidade social e violência contra idosos, defendendo uma maior articulação entre instituições públicas, organizações da sociedade civil e empresas para garantir melhores condições de vida aos pensionistas.




