Huambo – A avaliação ambiental estratégica do Plano Director do Corredor do Lobito recebeu, esta segunda-feira, no Huambo, em consulta pública, contribuições de académicos, organizações não-governamentais, sociedade civil e gestores públicos, para beneficiar comunidades, empresas e instituições locais.
Huambo – A avaliação ambiental estratégica do Plano Director do Corredor do Lobito recebeu, esta segunda-feira, no Huambo, em consulta pública, contribuições de académicos, organizações não-governamentais, sociedade civil e gestores públicos, para beneficiar comunidades, empresas e instituições locais.
A auscultação, uma iniciativa da Unidade de Implementação do Projecto Diversifica Mais, em parceria com a Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA), abrange cinco províncias angolanas que percorrem o Corredor do Lobito, designadamente Benguela, Bié, Huambo, Moxico e Moxico Leste.
Para o efeito, já foram consultadas publicamente as províncias do Moxico Leste, Moxico e Huambo, enquanto para o Bié e Benguela estão agendados para terça e quinta-feira desta semana.
A sessão apresentou instrumentos de orientação integrada e o desenvolvimento territorial, económico e logístico do corredor para as próximas décadas, bem como os principais resultados da avaliação ambiental estratégica, incluindo as oportunidades, desafios e as recomendações identificadas para o seu crescimento.
Para além de ser um exercício técnico, trata-se de um processo decisivo para conciliar o crescimento do corredor, desde o comércio, investimento privado e emprego, aliado aos padrões de sustentabilidade ambiental e social, que beneficia, de forma duradoura, as comunidades, empresas e instituições nestas províncias.
O vice-governador para o sector Político, Social e Económico da província do Huambo, Angelino Elavoco, disse que o processo de auscultação demonstra uma visão integrada de progresso sustentável do Governo angolano.
Afirmou que o Corredor do Lobito representa importante transição paradigmática da tradicional logística extractiva para um ecossistema multimodal, integrado e ecologicamente responsável.
Enalteceu a actuação do Ministério do Planeamento e seus consórcios, pelo rigor metodológico no processo de elaboração do Plano Director do Corredor do Lobito, desde os estudos elaborados e o levantamento de infra-estruturas georreferenciadas nas distintas fases, até a consolidação da estratégia central.
O responsável disse que a província do Huambo ocupa uma posição geográfica privilegiada e altamente estratégica ao longo do traçado do corredor, com papel de nó central de articulação, entre o litoral atlântico e a ligação do Centro e Leste de Angola, que se estende até às fronteiras com as repúblicas Democrática do Congo e da Zâmbia.
Afirmou que a localização geográfica do Huambo confere uma responsabilidade acrescida na recepção, transformação e valorização das cadeias produtivas agrícolas e industriais, com uma avaliação ambiental estratégica e director, que incorpore, com precisão, as especificidades sociológicas e económicas locais.
O Plano Director é uma iniciativa do Governo angolano, financiada pelo Banco Mundial, com o objectivo de acelerar a diversificação económica, atrair investimento privado e promover a criação de emprego sustentável ao longo do Corredor do Lobito.
O Corredor do Lobito é uma rota logística e de transporte em Angola que liga o Porto do Lobito (no Oceano Atlântico) às zonas mineiras e agrícolas da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia, com a integração do histórico Caminho-de-Ferro de Benguela. ZZN/ALH



