Aviso 10 do BNA concede 95 mil milhões em Malanje

Ao abrigo do Aviso n.º 10/2019 do Banco Nacional de Angola (BNA), focado no incentivo à produção local e na substituição de importações, o sistema financeiro já alocou ao programa 95 mil milhões de kwanzas.
O montante foi canalizado para projectos de investimento privado, cuja maioria está concentrada nos sectores da Agricultura e da Indústria Transformativa, alavancando a diversificação económica do país. Dados divulgados pelo Banco Central em Malanje, por ocasião da 130.ª Reunião Ordinária do Comité de Política Monetária (CPM), indicam que a província já conta com 20 projectos financiados ao abrigo do Aviso n.º 10. Uma das grandes referências locais é a Fazenda Socamia, um projecto agroindustrial focado na produção de cana-de-açúcar que ilustra, a par de outras iniciativas, o avanço do sector não petrolífero e os resultados práticos da diversificação económica do país. Segundo o Banco Central, nos últimos 12 meses, os desembolsos registaram um crescimento superior a 8%. Os financiamentos direccionados à economia real têm apresentado uma expansão exponencial, gerando resultados visíveis desde a implementação da referida norma regulatória do Banco Nacional de Angola (BNA). Sectores apoiadosO governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, destacou em conferência de imprensa que os financiamentos direccionados à agricultura, pecuária e indústria têm sido decisivos para fortalecer a economia real. De acordo com o gestor, estes apoios ao sector produtivo contribuem significativamente para o aumento da oferta de bens nacionais e para a consolidação do selo “Feito em Angola”, apontando como exemplos práticos as unidades fabris de óleo alimentar, além das indústrias de descasque e embalamento de arroz. O governador realçou o impacto das moagens na transformação do trigo em farinha, massas alimentares e outros derivados. “Temos ainda unidades que processam o milho em fuba, aproveitando o farelo para comercialização em outras indústrias, onde é transformado em ração animal”, explicou. Para o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, o sector real da economia assume um peso cada vez mais significativo na estrutura do Produto Interno Bruto (PIB). Este desempenho é impulsionado por segmentos produtivos como a agricultura, diamantes, comércio, energia e indústria, cujo crescimento robusto permitiu uma expansão de 4,4% no sector não petrolífero durante o primeiro semestre deste ano. O crédito ao setor produtivo está avaliado em 1,9 bilião de kwanzas, informou a administradora executiva do BNA, Marília Poças. Deste montante global, cerca de 1,5 bilião de kwanzas está associado às iniciativas de estímulo ao crédito promovidas pelo Banco Central, o que representa 75% do total concedido ao mercado nacional.



