O Projecto de Desenvolvimento do Café (ProDeCafé), que abrange o município de Caluquembe, na província da Huíla, vai beneficiar de 113 milhões de dólares em investimentos para a revitalização da cadeia de valor do café em Angola, com o objectivo de aumentar a produção, promover a transformação local e melhorar os rendimentos dos agricultores.
O valor foi anunciado ontem, em Caluquembe, pelo director do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
Custódio Estêvão Mucavele integrou a missão de trabalho da delegação ligada à implementação do projecto, no âmbito da estratégia nacional de relançamento da cafeicultura.
Do montante global, 50 milhões de dólares são assegurados pelo FIDA e 45 milhões pelo Governo italiano, através do Plano Mattei, enquanto a parcela restante é financiada pelo Executivo angolano.
A iniciativa prevê a revitalização da produção das variedades Arábica e Robusta, o aumento do número de produtores e a expansão das áreas de cultivo, bem como o reforço do processamento do café em território nacional para garantir maior valor acrescentado à economia.
De acordo com Custódio Estêvão Mucavele, Angola reúne condições para recuperar a posição de destaque que já ocupou no mercado internacional, tendo recordado que o país figurou entre os maiores produtores mundiais de café na década de 1970.
O responsável destacou, igualmente, a valorização dos preços do café no mercado internacional, considerando que o actual cenário representa uma oportunidade para relançar a produção, dinamizar a actividade agrícola e criar novas fontes de rendimento para as comunidades rurais.
A estratégia nacional de revitalização da cafeicultura contempla, ainda, o reforço de toda a cadeia de valor, desde a produção até à transformação, com vista ao aumento da oferta nacional e à melhoria dos rendimentos dos produtores.
A delegação integrou representantes do Instituto Nacional do Café (INCA), do FIDA, do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e do Ministério da Agricultura.




