Angola está presente nas Reuniões Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorrem até domingo em Banguecoque, Tailândia.
Sob o lema “Novos Horizontes da Tailândia: Capacitar as Pessoas, Construir Resiliência”, a delegação governamental é chefiada pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, em representação do ministro da pasta e governador de Angola junto do Banco Mundial, Victor Hugo Guilherme.
A comitiva angolana integra o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, e os secretários de Estado Ottoniel dos Santos (Finanças e Tesouro) e Adilson Catala (Aviação Civil, Marítimo e Portuário).
Segundo um documento a que o Jornal de Angola teve acesso, o grupo inclui ainda altos quadros e especialistas dos sectores do Planeamento, Finanças, Transportes, Agricultura e Florestas, além do Banco Central.
A agenda de Angola abrange reuniões estatutárias, sessões técnicas e debates estratégicos para o continente africano.
Entre os destaques estão a Reunião Ministerial do Grupo G24, o Caucus Africano e encontros directos com as lideranças do Banco Mundial e do FMI.
O fórum abordará os desafios da economia global, focando-se no financiamento ao desenvolvimento, crescimento sustentável, mobilização de capital privado, inteligência artificial e valorização do capital humano, representando uma oportunidade para o país alinhar prioridades com parceiros internacionais.
Evolução económica
A presença da delegação angolana deverá, também, proporcionar espaço para o aprofundamento do diálogo institucional com o Banco Mundial, o FMI e outros parceiros de desenvolvimento, bem como partilhar sobre a evolução económica recente, num contexto económico mundial marcado por elevadas incertezas e riscos.
Ao nível bilateral e multilateral, destaca o documento, a participação de Angola permitirá estreitar a articulação com outros países africanos, apresentar as prioridades nacionais no âmbito das discussões internacionais e identificar novas oportunidades de cooperação, investimento e mobilização de recursos destinados ao financiamento das prioridades de desenvolvimento do país.
As Reuniões Anuais constituem, assim, uma plataforma relevante para Angola consolidar a sua participação no debate económico internacional, defender os interesses dos países africanos e aprofundar parcerias orientadas para o crescimento económico, a diversificação da economia e o desenvolvimento sustentável.
Segundo a nota de imprensa oficial do Ministério do Planeamento, o certame de Banguecoque abre portas à identificação de novas frentes de cooperação e atracção de investimento directo estrangeiro.
O fórum reveste-se de particular importância num momento em que o Banco Mundial reviu em alta a previsão de crescimento para a África Subsaariana (de 4,1% para 4,3%), posicionando Angola entre as economias que mais têm beneficiado do impacto gradual das reformas macroeconómicas em curso.
No caso angolano, a instituição projecta uma das maiores acelerações da região, elevando a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,1% para 4,5% ainda este ano.
Este forte dinamismo foi impulsionado pelo crescimento expressivo de 8,74% no segundo trimestre e pela recuperação consistente do sector não petrolífero — com destaque para o comércio, as telecomunicações e a indústria transformadora —, além do alívio da pressão cambial gerado pelas receitas do crude.
Especialistas apontam que a maior estabilidade do kwanza no mercado cambial permitiu às empresas nacionais retomar a importação de matérias-primas essenciais, estimulando a produção interna e aumentando a oferta de bens de consumo.




