Ondjiva – As barragens hídricas do Ndúe e Calucuve, localizadas no município de Cuvelai (Cunene), entram em funcionamento, este sábado, com o accionar dos botões para a abertura das comportas das infra-estruturas estratégicas para combater a seca na região Sul do país.
Ondjiva – As barragens hídricas do Ndúe e Calucuve, localizadas no município de Cuvelai (Cunene), entram em funcionamento, este sábado, com o accionar dos botões para a abertura das comportas das infra-estruturas estratégicas para combater a seca na região Sul do país.
O acto inaugural dos dois empreendimentos vai ser orientado pelo Presidente da República, João Lourenço, acompanhado da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, que se encontram na província do Cunene, desde sexta-feira.
A entrada de funcionamento das duas barragens vai contar com a presença do Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, na qualidade de convidado especial.
Trata-se da sexta vez que João Lourenço visita, na qualidade de Presidente da República, a província do Cunene, onde esteve em 2019, 2021, 2022, 2023 e 2024, no quadro do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA).
Potencial de Ndúe e Calucuve
Ndúe e Calucuve são dois dos cinco projectos estruturantes inseridas no PCESSA, em curso desde 2019, com uma supervisão permanente e dedicação especial do Titular do Poder Executivo angolano.
A barragem do Ndúe, a 97 quilómetros da comuna sede de Mukolongodjo, município de Cuvelai, que passa pelos municípios de Chissuata e Cafima, vai beneficiar cerca de 55 mil habitantes, 60 mil cabeças de gado, numa primeira fase.
A infra-estrutura contempla também uma barragem de 32,80 metros de altura e mil e 500 metros de comprimento, com capacidade de armazenar um volume de 170 milhões de metros cúbicos de água, um canal adutor associado de 75 quilómetros e 15 chimpacas, para diversos fins de cariz económico e social, beneficiando a população, a agricultura e o gado.
Já Calucuve, que dista 34 quilómetros da comuna de Mukolongodjo, também situada no município de Cuvelai, vai beneficiar perto de 200 mil cabeças de gado e mais de 80 mil habitantes da região.
A barragem possui 31,60 metros de altura e dois mil 184 metros de comprimento, com capacidade para armazenar cerca de 141 milhões de metros cúbicos de água, e conta com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.
A construção das barragens do Ndúe e Calucuve iniciou a 28 de Outubro de 2021, com o lançamento da primeira pedra, pela então ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.
A perspectiva é que os duas barragens desempenhem um papel fundamental no combate à seca que tem assolado a população da região Sul de Angola, de forma cíclica.
Paralelamente à disponibilização de mais água na região, também é expectável que as barragens tragam o desenvolvimento socioeconómico e dinamização da economia, com criação de oportunidades de empregos, mitigação de doenças, entre outros benefícios.
Entre várias finalidades, Ndúe e Calucuve visam, essencialmente, reduzir a escassez de água na bacia do Cuvelai, abastecimento de água às populações e ao gado, garantir a segurança alimentar, promover o fortalecimento da agricultura, bem como impulsionar actividades turísticas e fomentar a restauração de equipamentos públicos.
O Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola visa o abastecimento de água às populações e promover o fortalecimento da agricultura, nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe e Benguela. QCB



