Benguela ganha reforço na conservação de alimentos de origem marinha

A província de Benguela passou a contar, desde esta segunda-feira, 8, com uma nova infraestrutura dedicada à conservação e distribuição de produtos da pesca, num investimento que promete reforçar a capacidade de armazenamento de alimentos de origem marinha e melhorar o abastecimento dos mercados.
Trata-se da empresa Baía Fish, uma unidade industrial financiada pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), concebida para responder aos desafios de conservação do pescado e reduzir as perdas registadas após a captura.
Com capacidade para congelar até 160 toneladas de pescado por dia e armazenar cerca de 600 toneladas em câmaras frigoríficas, a fábrica surge como um importante reforço da cadeia de frio na província, permitindo conservar maiores quantidades de produtos do mar em condições adequadas até à sua distribuição.
O presidente do Conselho de Administração da Baía Fish, Eliseu Bumba, destacou que a unidade foi criada para fortalecer a cadeia de abastecimento do sector pesqueiro, assegurando maior qualidade dos produtos colocados à disposição dos consumidores.
Segundo o responsável, a conservação adequada do pescado permitirá reduzir significativamente o desperdício pós-captura, um dos principais constrangimentos enfrentados pelo sector, além de contribuir para a criação de empregos directos e indirectos.
A entrada em funcionamento da unidade representa também um reforço da capacidade logística para o transporte e distribuição de pescado para diferentes regiões do país, garantindo que uma maior quantidade de alimentos de origem marinha chegue aos mercados em boas condições de conservação.
Com esta nova infraestrutura, Benguela consolida a sua posição como uma das principais referências nacionais no sector das pescas, aumentando a capacidade de processamento e armazenamento do pescado capturado ao longo da costa angolana.
Além de contribuir para a preservação dos produtos do mar, a Baía Fish deverá desempenhar um papel importante na segurança alimentar, ajudando a assegurar uma oferta mais regular de pescado e a reduzir perdas ao longo da cadeia de abastecimento.
A expectativa é que o investimento tenha reflexos positivos tanto para os operadores do sector pesqueiro como para os consumidores, através de uma melhor conservação dos alimentos de origem marinha e de uma maior disponibilidade de pescado nos mercados nacionais.


