Benguela vai exportar frutas tropicais para os Países Baixos

As frutas secas tropicais, como o abacaxi, manga, banana, papaia, múcua, entre outras, que são transformadas na província de Benguela, passam, doravante, a ser exportadas para o mercado holandês, no quadro do acordo assinado, recentemente, pelo presidente da Aliança Empresarial de Benguela, Adérito Areias, e a assessora financeira da Embaixada dos Países Baixos, Margie Rivero.
O acordo, assinado na cidade das Acácias Rubras na presença do governador Manuel Nunes Júnior, visa impulsionar a produção e transformação de frutas tropicais secas, com enfoque na manga e no ananás, e conta com o apoio institucional do Governo Provincial de Benguela.
Ao intervir na cerimónia, a assessora financeira e económica da Embaixada dos Países Baixos, Margie Rivero, sublinhou que a parceria representa um compromisso conjunto para o desenvolvimento agrícola sustentável.
“Estamos confiantes de que esta união de esforços será fundamental para impulsionar cadeias de valor promissoras e gerar mais oportunidades para os produtores da região”, afirmou.
Segundo a diplomata, os Países Baixos, referência mundial em inovação agrícola, apostam na criação de soluções inovadoras e sustentáveis para o sector Agro-alimentar angolano, com especial atenção à cadeia de frutas tropicais secas.
“Este é apenas o começo de uma jornada. O nosso compromisso é transformar conhecimento em acção, promovendo uma agricultura mais resiliente, inclusiva e voltada para o futuro”, concluiu.
A província de Benguela, localizada ao longo do Corredor do Lobito, surge como zona privilegiada para o escoamento de produtos agrícolas, dada a sua posição geoestratégica e potencial produtivo.
Visão de longo prazo
O envolvimento dos Países Baixos no sector teve início com a realização de estudos técnicos sobre o potencial de produção, transformação e comercialização de frutas tropicais desidratadas em Angola.
Os dados recolhidos orientam agora a definição de estratégias práticas para o desenvolvimento da cadeia de valor.
Com a assinatura deste memorando, abrem-se novas possibilidades para formação técnica, inovação tecnológica, investimentos e intercâmbio de experiências, numa perspectiva de fortalecimento da segurança alimentar, aumento da renda rural e substituição das importações.
“Contamos convosco para dar vida a esta visão, para produzir com qualidade, transformar com valor e comercializar com excelência. Este projecto é vosso”, reforçou Adérito Areias, dirigindo-se aos produtores e empreendedores da província.
Industrialização da fruta
Adérito Areias considerou o acordo um passo decisivo na transformação do sector agrícola e no reforço da cooperação internacional.
O empresário disse que o acordo técnico marca o compromisso mútuo com a modernização da agricultura, a geração de emprego e a diversificação da economia.
“Temos terras férteis, um clima propício, uma forte tradição agrícola e um povo resiliente. Este é o lugar certo para dar corpo a um projecto transformador”, garantiu, dirigindo-se aos empresários, agricultores e cooperativas presentes.
O líder empresarial elogiou ainda o papel do governador Manuel Nunes Júnior na criação de um ambiente de negócios propício à atraccão de investimentos e à internacionalização da produção agrícola.
“A força motriz deste projecto provém da visão estratégica do governador, que tem sido um defensor incansável da valorização do sector privado e da agricultura de valor”, sublinhou.
Parceria estratégica
A assinatura do memorando marca o início de um novo ciclo de cooperação bilateral entre Angola e os Países Baixos, com Benguela posicionada no centro de uma estratégia orientada para os mercados regionais e internacionais.
A aposta nas frutas tropicais secas, além de agregar valor à produção primária, visa gerar emprego e impulsionar as exportações não petrolíferas.
Corredor do Lobito facilita o transporte de mercadorias
O governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, destacou, no seu discurso, a vantagem competitiva proporcionada pelo Corredor do Lobito, considerado uma infra-estrutura chave para a expansão do sector agrícola.
“A posição geográfica de Benguela, aliada à dinâmica do Corredor do Lobito, oferece condições únicas para transformar a produção local em oportunidades de exportação e crescimento económico sustentável”, afirmou.
O governante reiterou o apoio do Executivo local a iniciativas que contribuam para a diversificação da economia e valorização da produção nacional.
“Este memorando inscreve-se numa visão estratégica que prioriza o agro-negócio como motor do desenvolvimento e a geração de empregos para os jovens e mulheres rurais”, acrescentou.
Com a assinatura do Memorando de Entendimento entre as duas entidades, a província de Benguela deu mais um passo estratégico para o fortalecimento da economia agrícola, criando riqueza aos produtores.


