Buraco financeiro na Empresa de Águas de Benguela sufoca mais de 900 trabalhadores

Depois dos 8.5 mil milhões de kwanzas que recebeu do Ministério das Finanças em 2023, a Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Benguela (EPASB) poderá ter de contar com uma nova capitalização, agora para fechar um buraco financeiro com origem em supostos descaminhos de verbas, soube o Novo Jornal.
Fonte ligada aos departamentos que calculam os valores dos danos que agudizaram a há muito conhecida falência técnica, traduzida em desequilíbrio entre receitas e gastos, aponta para "sinais evidentes de desvios de largos milhões de kwanzas".
Em causa está a gestão dos recursos provenientes das cobranças, que chegaram, no melhor dos cenários, a 500 milhões/mês, e do valor da capitalização.
Não constitui novidade que os atrasos no pagamento de salários são uma realidade, mas a falta de liquidez associada aos indícios de crimes de peculato coloca o Conselho de Administração, em funções desde Maio, atolado no buraco financeiro.
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