Cabo Verde apoia pacto para o futuro da integração regional da África Ocidental

O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, defendeu, na Cimeira da CEDEAO realizada em Lungi, Serra Leoa, o apoio firme de Cabo Verde ao Pacto para o Futuro da Integração Regional da África Ocidental, documento considerado estratégico para transformar a organização numa verdadeira comunidade de povos.
Na sua intervenção perante os chefes de Estado e de Governo da região, José Maria Neves sublinhou que o pacto representa um marco histórico para a CEDEAO, ao consagrar pilares essenciais como a prosperidade económica sustentável, a paz e segurança, a estabilidade política e a governação democrática.
José Maria Neves destacou que o futuro da integração regional passa por uma aposta clara na inclusividade das instituições económicas e políticas, colocando a dignidade da pessoa humana no centro das políticas de desenvolvimento.
O Chefe de Estado sublinhou, ainda, que o desenvolvimento atual deve ser entendido como uma aposta na paz, na segurança e na estabilidade, reforçando a autonomia estratégica da CEDEAO e o seu papel como ator político relevante no continente e no plano global.
O Presidente da República chamou também atenção para a necessidade de uma solidariedade intergeracional, defendendo políticas de médio e longo prazo que respondam às aspirações e aos desafios das novas gerações.
Referiu também o artigo 68 do Tratado Revisto, que prevê tratamento especial para Estados insulares e encravados, reafirmando a importância de manter um diálogo perene com a Aliança dos Estados do Sahel (Mali, Burkina Faso e Níger), de modo a prevenir fragmentações e promover a reunificação da comunidade.
No plano nacional, José Maria Neves reiterou que Cabo Verde deve ser considerado um caso especial no quadro da CEDEAO, enquanto pequeno Estado insular e região periférica.
O Chefe de Estado defendeu mecanismos que garantam uma inserção competitiva do nosso país no espaço comunitário, com assunção dos seus compromissos, mas também uma maior aproximação da CEDEAO ao país.


