Luanda – O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA), Vicente Soares, advogou, esta sexta-feira, a adopção de uma liderança empresarial visionária capaz de fortalecer as empresas, diversificar a economia e promover o crescimento sustentável.
Luanda – O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA), Vicente Soares, advogou, esta sexta-feira, a adopção de uma liderança empresarial visionária capaz de fortalecer as empresas, diversificar a economia e promover o crescimento sustentável.
Ao falar na abertura da 3ª Conferência dos Directores Executivos, Vicente Soares notou que nenhum país alcança um crescimento sustentável sem líderes visionários, empresas fortes e um sistema financeiro capaz de transformar poupanças em investimento produtivo.
Para si, liderar vai além da administração de empresas, por exigir capacidade de inspirar pessoas, criar confiança, promover a inovação e tomar decisões responsáveis com impacto na sociedade.
Destacou a importância de as empresas participarem activamente no processo de diversificação económica, através de investimentos na produção nacional, transformação industrial, agricultura, logística, turismo e economia digital.
Segundo o responsável, o crescimento empresarial depende também de um ambiente de negócios competitivo, previsível e favorável ao investimento privado, apontando o diálogo permanente entre os sectores público e privado como um dos principais desafios.
Corredor do Lobito
O presidente da CCIA apontou o Corredor do Lobito como uma oportunidade estratégica para transformar Angola numa plataforma logística regional, com potencial para impulsionar o comércio, a agricultura, a indústria e as exportações.
No seu entender, a concretização desse potencial exige investimentos em infra-estruturas, energia, logística e digitalização, bem como a criação de parcerias entre o Governo, sector privado, sistema financeiro, universidades e sociedade civil.
Vicente Soares reafirmou a disponibilidade da Câmara de Comércio e Indústria de Angola continuar a promover o investimento, o empreendedorismo, a internacionalização das empresas e o diálogo entre os diferentes actores económicos.
Já o presidente da Comissão Executiva do grupo ROFE e mentor da Conferência, Asafh Valela, explicou que o objectivo da iniciativa é impactar, solidificar e impulsionar o mercado local através do desenvolvimento de competências e estratégias para a evolução dos negócios.
Sobre a escolha do mercado de capitais como um dos temas centrais, elucidou que o objectivo é esclarecer os empresários sobre as alternativas existentes ao tradicional financiamento bancário.
O certame procura, segundo Asafh Valela, preparar os empresários locais para compreender e responder melhor aos desafios da macroeconomia.
No evento, foram entregues menções honrosas aos oradores, parceiros e patrocinadores que contribuíram para a realização da 3ª edição.
A conferência, que abordou temas centrados nos princípios de liderança e construção de organizações resilientes, reuniu empresários, empreendedores e decisores que reflectiram sobre estratégias de desenvolvimento do sector privado, inovação e novas fontes de financiamento. ANM/DC



