Ondjiva - A operacionalização do sistema de transferência de Água do rio Cunene a partir da secção do Cafu impulsiona o agronegócio na província do Cunene, afirmou, esta terça-feira, o porta-voz da Câmara de Comércio Agro-pecuário, Jerónimo António.
Ondjiva - A operacionalização do sistema de transferência de Água do rio Cunene a partir da secção do Cafu impulsiona o agronegócio na província do Cunene, afirmou, esta terça-feira, o porta-voz da Câmara de Comércio Agro-pecuário, Jerónimo António.
Em declarações à ANGOP, Jerónimo António ressaltou que o impacto social e económico do projecto é expressivo, sobretudo no processo de produção agrícola, pecuária, formação e empregabilidade.
Ao abordar sobre a sustentabilidade do canal, disse que actualmente assiste-se a um aumento considerável da produção de hortícolas diversas, leguminosas, tubérculos e milho, que tem permitido a redução dos preços no mercado local.
O porta-voz da Câmara de Comércio Agro-pecuário no Cunene lembrou que antes a maior parte dos produtos de campo consumidos no Cunene tinham proveniência nas províncias da Huíla, Namibe, Benguela, Huambo e do Norte da Namíbia.
Revelou que actualmente o quadro reverteu, pois a oferta de produtos do campo elevou de igual modo o interesse de consumidores namibianos em adquirir produtos nos mercados de Ondjiva.
A par de agricultores locais, disse que o canal atraiu produtores de outras províncias como Huila, Bie e Huambo.
Noutra vertente, referiu que a Câmara está a trabalhar em parceria com o Governo na estruturação do ordenamento do canal e no reforço da acção pedagógica da população local, sobretudo a aposta na agricultura irrigada.
A par do Cafu, notou que aguarda-se a operacionalização das barragens e canais associados do Ndue e o Calucuve, facto que requer maior flexibilização na abertura de créditos bancários para alavancar a produtividade.
Disse que os empreendimentos darão um valor acrescentado na aquisição de terrenos agrícolas, aumentar os níveis da produção irrigada, reduzir a importação e alavancar a economia local.
Inaugurado a 4 de Abril de 2022, pelo Presidente da República, João Lourenço, o canal, com uma extensão de 165 quilómetros, faz parte do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA).FI/LHE/DC



