A capacidade de transporte de passageiros do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) aumentou 47 por cento, passando de 1.073 para 1.573 lugares disponíveis nas composições que circulam no Corredor do Lobito, na sequência da recuperação de carruagens que estavam paralisadas.
O aumento foi anunciado pelo presidente do Conselho de Administração do CFB, António Cabral, que atribuiu o reforço da oferta ao programa de reabilitação das unidades, muitas das quais se encontravam fora de serviço devido ao desgaste dos rodados e à degradação das estruturas.
A empresa dispõe de 100 carruagens, incluindo unidades que entraram em funcionamento em 1911 e 1912, actualmente abrangidas por trabalhos de recuperação. Numa primeira fase, foram adquiridos 200 rodados para carruagens e 48 para locomotivas, dos quais 24 já foram montados.
O processo de reabilitação inclui ainda a decapagem dos tejadilhos, a pintura interna e externa, a reparação dos pisos e assentos, bem como a intervenção nos sistemas de ar condicionado, com vista a melhorar as condições de transporte e permitir o regresso gradual das carruagens à circulação.
Com a recuperação de parte das unidades, o comboio expresso passou de seis para dez carruagens, enquanto a composição que assegura a ligação ao Huambo aumentou de cinco para dez.
No Cuito, uma composição recuperada passou a circular com seis carruagens, incluindo unidades sul-africanas, de maior capacidade. O serviço para o Luena mantém cinco carruagens.
CHEIAS CONDICIONAM LIGAÇÃO
Apesar do reforço da capacidade de transporte, a circulação ferroviária entre Lobito e Benguela continua condicionada pelos danos provocados pelas cheias na ponte sobre o rio Cavaco.&




