O comércio bilateral entre Angola e Brasil superou os quatro mil milhões de dólares por ano, informou, segunda-feira, em Luanda, o líder da iniciativa Brasil – África da APEXBrasil.
André Queiroz fez uma cronologia no encontro empresarial entre os dois países, onde frisou que, em 2023, as exportações brasileiras para Angola cresceram 20 por cento. Já em 2024 e 2025, apresentaram um desempenho 44 por cento acima.
Segundo o gestor associativo, o agro-negócio continua a ser um dos pilares da relação entre os países, pois, em 2024, respondeu por, aproximadamente, 69 por cento das exportações para Angola. Já em 2025, o número foi equivalente a 64 por cento das exportações.
Apesar da redução da participação relativa, André Queiroz afirmou que o valor das exportações do agro-negócio cresceu 40 milhões de dólares entre um ano e outro.
Para o responsável, Brasil e Angola possuem uma relação económica consolidada.
“Tendo o agronegócio como o mais relevante e a crescer cada vez mais, surge a necessidade de diversificar e qualificar a relação econômica Brasil e Angola. Podemos contribuir também para o desenvolvimento da produção local com máquinas e equipamentos , irrigação, genética, sementes, tecnologias agrícolas, processamento de alimentos e conhecimento técnico”, disse.
Esta mesma lógica, segundo André Queiroz, aplica-se a outros temas estratégicos, como transição energética, energias renováveis, biocombustíveis, segurança energética, minerais críticos, de-
senvolvimento infraestrutura, inovação, tecnologia, saúde dentre outros sectores.



