Modernização dos sistemas centrais, migração para a nuvem e adopção responsável da Inteligência Artificial generativa estiveram no centro do Angola Reimagine Banking Forum, que a Finastra promoveu em Luanda com a Innovation Makers e a Teciem. Soberania dos dados, regulação e gestão de liquidez completaram a agenda de um sector pressionado a passar das intenções à execução.
A modernização dos sistemas centrais bancários e a adopção de novas tecnologias pelos bancos angolanos estiveram em discussão na passada quarta-feira, 14 de Outubro, em Luanda, no Angola Reimagine Banking Forum, promovido pela Finastra em parceria com a Innovation Makers e a Teciem.
O encontro, que decorreu no InterContinental Luanda Miramar sob o lema “Reimagine Banking: Adapt. Evolve. Thrive.”, juntou representantes de instituições financeiras, especialistas em tecnologia financeira e responsáveis pela transformação digital. Em cima da mesa estiveram as exigências regulamentares, a eficiência operacional, a gestão de liquidez e a adaptação dos bancos a clientes cada vez mais digitais.
Um dos pontos centrais do debate foi a passagem das intenções de modernização à prática. Segundo os organizadores, a transformação digital da banca não se resume à introdução de novas ferramentas: implica renovar infra-estruturas, assegurar a continuidade operacional, cumprir os requisitos do regulador e gerir os riscos associados à mudança.
A Inteligência Artificial generativa mereceu atenção particular, sobretudo quanto às aplicações concretas nos modelos de negócio bancários e às condições para uma adopção responsável, como a qualidade dos dados, a robustez dos sistemas e a governação tecnológica.
A agenda incluiu ainda uma análise do panorama bancário angolano, com foco nos desafios regulamentares, na gestão do risco e da liquidez e na rentabilidade das instituições, bem como painéis sobre competitividade, computação em nuvem, soberania dos dados e regulação. A conectividade dos pagamentos e a evolução das operações de tesouraria e dos mercados de capitais completaram o programa.
Entre os oradores anunciados constavam Siobhan Byron, vice-presidente executiva da unidade Universal Banking da Finastra, e Rudy Kawmi, vice-presidente da mesma unidade para o Médio Oriente, África e Ásia-Pacífico.
Do lado angolano, estavam previstas as intervenções de Mário Ferreira do Nascimento, presidente do Conselho de Administração da Associação Angolana de Bancos (ABANC), de Frederico Augusto Viriato Lourenço, responsável pela Tesouraria e Mercados de Capitais do Access Bank Angola, e de Nuno Veiga, director-geral da Pay4all.
A iniciativa resulta da combinação entre a oferta internacional da Finastra, fornecedora de plataformas de core banking e soluções para diversas áreas da actividade bancária, e dois parceiros com presença no mercado: a Innovation Makers, que traz conhecimento local e experiência na implementação de soluções tecnológicas, e a Teciem, especializada em tesouraria, mercados de capitais e gestão de liquidez.
O fórum incluiu apresentações técnicas, sessões de debate e momentos de networking entre os participantes.




