A posição geográfica privilegiada da Huíla, aliada ao potencial do Corredor do Namibe, está a consolidar a província como uma das principais plataformas logísticas para o escoamento da produção nacional, atracção de investimento privado e integração económica da região.
A visão foi defendida, ontem, pelo director do Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado da Huíla, durante a 41.ª Feira Internacional de Angola (FILDA). Domingos Calumana destacou o papel determinante da infra-estrutura na dinamização da mineração, da agro-pecuária e da indústria transformadora. O responsável considerou o Corredor do Namibe um activo estratégico para o desenvolvimento económico da região Sul e do país, por assegurar a ligação entre os centros de produção e os mercados interno e externo. Segundo explicou, o corredor, constituído pelo Porto do Namibe, Caminho-de-Ferro de Moçâmedes e pelas principais vias rodoviárias, tem contribuído, ao longo de décadas, para o aumento dos volumes de exportação e para a competitividade das empresas instaladas na referida região. Na sua avaliação, os indicadores de movimentação de mercadorias demonstram que o Porto do Namibe se afirma como um dos principais pontos de saída das exportações angolanas, reforçando o papel da Huíla na cadeia logística nacional. O director salientou que a importância do corredor ultrapassa as fronteiras da província, uma vez que serve, igualmente, outras localidades do Sul e facilita o comércio com os países vizinhos. Acrescentou que, na estratégia do Executivo, o Corredor do Namibe deverá, num futuro próximo, estar interligado ao Corredor do Lobito e à fronteira de Santa Clara, criando uma rede logística capaz de fortalecer o comércio regional no espaço da SADC.




