A secretária executiva da Convenção da Corrente de Benguela (BCC), Maria Sardinha, defendeu a necessidade de reforçar a cooperação regional, a gestão baseada na ciência e a distribuição equitativa dos benefícios económicos como condições fundamentais para garantir oceanos saudáveis e promover uma economia azul sustentável em Angola, Namíbia e África do Sul.
Sobre as perspectivas da economia azul na região da Corrente de Benguela, Maria Sardinha destacou a importância deste grande ecossistema marinho, partilhado pelos três países, que considera rico em recursos vivos e não vivos e responsável por uma vasta gama de serviços ecossistémicos essenciais ao desenvolvimento económico e ao bem-estar das populações. A Convenção da Corrente de Benguela, recordou, foi assinada a 8 de Março de 2013 e tem como visão, de longo prazo, assegurar um ecossistema que sustente o bem-estar humano através da gestão sustentável dos recursos partilhados. Segundo Maria Sardinha, entre os principais sectores económicos associados ao ecossistema da Corrente de Benguela, estão a pesca, o petróleo e gás, a exploração de minerais, o transporte marítimo e o turismo costeiro. A responsável referiu que a pesca e o turismo têm um peso significativo nas economias dos países da região, particularmente na Namíbia e África do Sul, enquanto Angola apresenta, igualmente, potencial de crescimento nestes sectores. A secretaria executiva ressaltou ainda a importância estratégica do petróleo e gás para a economia angolana e o crescimento deste sector nos restantes países da região. A estratégia da Convenção da Corrente de Benguela, explicou, promove uma abordagem integrada para a utilização sustentável dos recursos oceânicos, procurando contribuir para o crescimento económico, a melhoria dos meios de subsistência e a manutenção da saúde e da conectividade do ecossistema.




