A consolidação da trajectória de recuperação económica iniciada em 2021, que culminou num crescimento real de 3% em termos homólogos em 2025, foi destacada na Assembleia Nacional pelo Presidente da República, João Lourenço, durante o seu Discurso sobre o Estado da Nação.
Segundo o Presidente João Lourenço, os resultados alcançados reflectem a eficácia das medidas e acções implementadas no âmbito do Plano Intercalar, orientadas para a estabilidade macroeconómica, o crescimento económico, a geração de emprego e a resolução dos problemas sociais mais prementes da população.
No entanto, o Estadista ressaltou que a verdadeira bússola na condução da política geral de governação do país foi o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018–2022 e o actual PDN 2023–2027.
Na sua intervenção, o Presidente da República destacou o forte desempenho da economia nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento de 5,3%, impulsionado sobretudo pelo dinamismo do sector não petrolífero, que avançou 6,2%.
Ao fazer um balanço dos últimos dois anos, João Lourenço sublinhou que o PIB não petrolífero manteve um crescimento médio de 5,2%, resultado directo da dinâmica dos diferentes sectores produtivos.
No domínio das Finanças Públicas, o grande destaque foi a drástica redução do rácio da dívida pública em relação ao PIB, que despencou de 115,9% em 2020 para 51,2% em 2026. “Ficando agora dentro dos limites legais”, enfatizou o Chefe de Estado.
Menos impostos
Segundo João Lourenço, isso significa menos impostos destinados ao pagamento de juros e mais recursos para os serviços essenciais.
O Chefe de Estado destacou como marcos alcançados a revisão do IVA, que reduziu a carga fiscal sobre os bens alimentares de amplo consumo, a emissão inaugural de obrigações sustentáveis para financiar projectos sociais e ambientais, e a aprovação de novos regimes jurídicos para fundos públicos e facturação electrónica.
João Lourenço apontou ainda que a adesão de Angola a novos acordos internacionais e fóruns globais de cooperação fiscal reforçou, de forma expressiva, a transparência e a credibilidade das contas públicas no exterior.
O Estadista angolano sublinhou que este alinhamento com as melhores práticas de governação global actua como um selo de confiança para os mercados, sendo um passo fundamental para atrair novos investimentos privados, melhorar as classificações de risco (rating) pelas agências internacionais e projectar o país como um parceiro económico seguro e transparente.
Credibilidade financeira
Angola consolidou uma trajectória de recuperação económica, estabilidade macroeconómica e reforço da credibilidade financeira, entre 2022 e 2026.
Neste período, destacou o Presidente João Lourenço, o país afirmou-se entre as principais economias africanas, sustentado pela recuperação da actividade económica, pela estabilização gradual dos preços, pela gestão prudente das finanças públicas e pelo crescimento do sector não petrolífero.
“Estes resultados reflectem o compromisso do Executivo com a disciplina orçamental, a sustentabilidade da dívida pública, a melhoria da qualidade da despesa e a mobilização de receitas internas, criando condições para maior confiança dos investidores, maior previsibilidade económica e melhor protecção do rendimento das famílias”, considerou.
Economia regional
No discurso, o Presidente da República citou o PIB nominal estimado em 141,7 mil milhões de dólares norte-americanos, resultado que reforçou a posição do país como economia regional em crescimento.
O desemprego, que recuou de 31,5 por cento em 2024 para 21,3 por cento no primeiro trimestre deste ano, foi ressaltado como um sinal da melhoria progressiva das condições do mercado de trabalho.
Em relação à consolidação fiscal e à gestão prudente das finanças públicas, João Lourenço ressalta que foram acompanhadas por uma actuação coordenada no do-
mínio monetário e financeiro, factor essencial para preservar a estabilidade dos preços, reforçar a solidez do sistema bancário, proteger as reservas internacionais líquidas e ampliar o acesso das famílias e empresas aos serviços financeiros.




