A Fazenda Campos de Efraim “Raízes do Futuro”,no município do Luinga, província do Cuanza-Norte, prevê produzir mais de mil toneladas de produtos diversos na próxima época agrícola. O destaque recai para o girassol, milho, feijão e soja, segundo avançou à imprensa o responsável para área de produção.
Yuri da Silva prestou estas informações durante uma visita do governador provincial do Cuanza-Norte, João Diogo Gaspar, ao empreendimento agrícola, paraacompanhar a evolução do investimento e opotencial impacto na economia local.
De acordo com o plano apresentado, a fazenda de 3.000 hectares pretende cultivar em 500, sendo que 300 estão destinados para a cultura do girassol. A produção estimada é de uma tonelada e meia por hectare.
Para o milho de sequeira, a previsão é de seis toneladas por hectare, numa área de 50 hectares, enquanto o feijão e a soja deverão render duas toneladas por hectare cada, projectada num perímetro de 50 hectares.
Inaugurado em 2025, o projecto já conta com 750 hectares desmatados, dos quais 500 estão preparados para o cultivo no quadro da campanha agrícola 2026/2027.
Segundo Yuri da Silva, na primeira campanha agrícola, foram cultivados 450 hectares, a baixa pluviosidade condicionou os resultados iniciais, principalmente no cultivo do milho sequeiro.
"O milho necessita de cerca de 800 milímetros de chuva, mas a região registou apenas aproximadamente 400 milímetros, reduzindo significativamente o potencial produtivo", explicou.
Quanto ao feijão, foram cultivados 50 hectares, sendo que uma e meia toneladas por hectare, o rendimento ficou abaixo do esperado, não apenas pela escassez de chuvas, mas também pelo facto de serem campos recentemente abertos, mas apesar das dificuldades, a expectativa é aumentar a produtividade nas próximas campanhas.
A actividade da fazenda está centrada na produção de cereais e leguminosas, com destaque para milho, soja, feijão e girassol, utilizando a rotação de culturas para preservar a fertilidade dos solos.
O empreendimento já gera dezenas de empregos directos e indirectos, todos preenchidos por cidadãos angolanos, com perspectivas de ampliar a força de trabalho à medida que a produção avance.
Actualmente, a Fazenda Campos de Efraim conta com 11 trabalhadores efectivos, além de recorrer à mão-de-obra eventual das comunidades locais durante os períodos de maior actividade agrícola.
Para o governador provincial, João Diogo Gaspar, iniciativas como esta reforçam o potencial do Luinga para contribuir para a diversificação económica do país e para o aumento da produção nacional.



