A criação de novos mecanismos de controlo e fiscalização para o combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, que colocam em perigo os recursos marinhos no país, foi defendida como medida prioritária pelo director Nacional de Fiscalização Pesqueira e da Aquicultura (SNFPA).
António Jaime interveio segunda-feira em Porto Amboim, província do Cuanza-Sul, na abertura do ciclo formativo, a decorrer de 12 a 17 do mês em curso, iniciativa do Serviço Nacional de Fiscalização Pesqueira e da Aquicultura.
O encontro é dirigido aos inspectores de fiscalização da zona litoral e sub-regiões, com o objectivo de reforçar as capacidades técnicas e operacionais da fiscalização pesqueira e da aquicultura do país.
A acção formativa realiza-se sob o lema “Mais formação, mais fiscalização e mais sustentabilidade” e pretende preparar os inspectores com novos conhecimentos, visando à melhoria do trabalho de fiscalização marítima para exigir o cumprimento dos regulamentos estabelecidos por Lei.
De acordo com o coordenador do STOP ILLEGAL FISHING, que foi prelector do tema sobre pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, o sul-africano Per Erik Bergh, a formação dos técnicos dos serviços de fiscalização se enquadra no âmbito da parceria entre a SADC e a Universidades Sul Africana, através do projecto Fish Force, que conta com o financiamento do Fundo do Governo Alemão.
Para Per Erik Bergh, durante a semana de formação, a ideia é de habilitar os inspectores fiscais marítimos com conhecimentos teóricos e práticos sobre a monitoria, controlo e os processos de fiscalização, incluindo informações relacionadas com a pesca, por serem segmentos cujas actividades passaram a ser cada vez mais complexas.




