O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, foi homenageado nesta Quinta-feira, na cidade da Matola, província de Maputo, em reconhecimento do seu contributo para a promoção da paz, do diálogo e da reconciliação nacional, através de iniciativas destinadas a fortalecer a confiança e a unidade entre os moçambicanos.
A homenagem decorreu no âmbito da Conferência Nacional Inter-Religiosa, subordinada ao lema “Clamando por 50×50 Anos de Paz”, que reúne diferentes confissões religiosas para reflectir sobre a consolidação da paz e a promoção da convivência harmoniosa no país.
Na ocasião, Daniel Chapo destacou o papel das organizações religiosas na preservação da estabilidade social, defendendo que a paz não deve ser encarada apenas como uma conquista histórica, mas como um bem colectivo que precisa de ser construído e protegido diariamente por todos os cidadãos.
O Chefe de Estado apelou aos líderes religiosos para assumirem uma participação activa na promoção do diálogo, da tolerância, do perdão e da reconciliação, contribuindo igualmente para o fortalecimento do Diálogo Nacional Inclusivo e para a reconstrução da confiança entre cidadãos, comunidades e instituições do Estado.
Daniel Chapo considerou, igualmente, que a construção de uma paz duradoura exige o combate à violência, à intolerância, às desigualdades sociais e à exclusão económica. Nesse sentido, defendeu o envolvimento de todos os sectores da sociedade na construção de um país capaz de transformar as diferenças em oportunidades para o desenvolvimento e a prosperidade partilhada.
O Presidente moçambicano chamou ainda a atenção para os riscos associados aos discursos de ódio, à desinformação e à propagação de rumores, sobretudo nas redes sociais. Por isso, exortou as lideranças religiosas a promoverem uma comunicação responsável, baseada na verdade, no respeito pela dignidade humana e na resolução pacífica de divergências.
Promovida pelo Movimento Moçambique Primeiro, a Conferência Nacional Inter-Religiosa constitui uma plataforma de reflexão e mobilização das comunidades religiosas em torno da paz, da unidade nacional e da reconciliação, num contexto em que Moçambique procura consolidar entendimentos políticos e reforçar a coesão social.
Ao concluir a sua mensagem, Daniel Chapo reafirmou a importância do diálogo, do amor, da união e da solidariedade, defendendo que o maior legado a transmitir às futuras gerações deve ir além de um país sem guerra, traduzindo-se numa nação onde a diversidade seja valorizada, a justiça promova a união e os cidadãos encarem o futuro com confiança e esperança.
“Que a vossa palavra seja sempre um instrumento de esperança, que a vossa autoridade moral esteja ao serviço da dignidade humana e que a vossa acção ajude a transformar a paz numa realidade vivida por cada família moçambicana”, apelou o Presidente da República aos líderes religiosos.




