A taxa de desemprego em Angola registou um ligeiro aumento de 0,2 pontos percentuais, representando assim um crescimento de 21,5%, no segundo trimestre de 2026, comparado ao trimestre passado que foi 21,3%, informou esta Sexta-feira, 14, o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o relatório dos resultados do Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA), referentes ao II Trimestre de 2026, o ligeiro aumento ocorreu devido ao ritmo de crescimento da população à procura de emprego (população activa desempregada) que superou a forte absorção do mercado de trabalho.
Todavia, o desemprego apresenta maior concentração nos jovens com 15 a 24 anos de idade, com uma taxa de desemprego de 40,5%. Entretanto, a outra face do mercado de trabalho é constituída pela população fora da força de trabalho, que no período de referência foi estimada em 10,044,345 pessoas, correspondente a uma redução de 3,9% comparativamente ao trimestre anterior e também isso corresponde a uma taxa da população fora da força de trabalho de 43,7% contra 46,2% do trimestre anterior.
“A população desempregada no segundo trimestre do ano em curso fixou-se em 2.790.821 pessoas, o que representa um aumento de 7,6% comparativamente ao trimestre anterior. Esta dinâmica demográfica resultou num ligeiro aumento da taxa de desemprego da população com 15 ou mais anos de idade de 21,3% para 21,5% da força de trabalho”, disse o PCA do INE, Joel Futi.
O presidente do conselho de administração do INE avançou que tendo como base os resultados do Censo de 2024 e as perspectivas estimativas, a população em idade activa, isto é, as pessoas com 15 ou mais anos de idade, foi estimada em 23.006.410 pessoas, das quais 12.960.065 constituíam a força de trabalho.
Portanto, salientou que este número corresponde à mão de obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico, ou seja, a soma da população empregada e desempregada.
No entanto, Joel reafirmou que a taxa de participação no mercado de trabalho no período em referência foi estimada em 56,3% da população activa, que corresponde um aumento de 2,6 pontos percentuais comparativamente ao trimestre anterior.
Futi referiu ainda que grande parte da população da força de trabalho foi constituída pela população empregada, que no segundo trimestre ascendeu para 10.171.244 pessoas, correspondente a um aumento de 6,4% em relação ao trimestre anterior. Assim sendo, frisou que a taxa de emprego passou de 42,3% para 44,2% da população activa.
Segundo o INE, 80,1% da população empregada tinha um emprego informal, o que está alinhado com a própria condição do emprego, visto que 63,6% da população empregada trabalhou em negócios privados não ligados à agricultura, 23,4% em explorações agrícolas e apenas 9,5% trabalhou no sector público, seja Governo ou uma empresa pública.
Já do ponto de vista da classificação do emprego por actividade económica, verifica-se que 30% da população empregada esteve a trabalhar no sector do comércio, seguida do sector da agricultura, civicultura e pesca com 26%, transportes e armazenagem com 6%, administração pública e defesa com 5,3% e construção com 4,9%.



