Digitalização potencia fraude bancária, mas literacia financeira e digital e sistemas de controlo são

A mesa-redonda reuniu Sílvia Pires, administradora executiva da EMIS, Nelson Prata, presidente da Associação Angolana de Consumidores de Serviços e Produtos Bancários (ACONSBANC), e Gerson Lima, director de Risco do Banco YETU.
Para Sílvia Pires, a literacia digital continua a ser uma das ferramentas mais eficazes no combate à fraude bancária. A responsável defendeu que os clientes devem estar cada vez mais informados sobre os riscos associados aos canais digitais e adoptar boas práticas de segurança na utilização dos serviços financeiros.
A administradora executiva da EMIS revelou ainda que, apenas no primeiro semestre deste ano, foram registadas mais de mil ocorrências de fraude financeira, sendo a maioria dos casos associados à utilização de cartões internacionais.
Já Gerson Lima considerou que o aumento da digitalização faz crescer o número de tentativas de fraude, mas sublinhou que os bancos têm reforçado os sistemas de prevenção, monitorização e controlo para impedir que esses ataques tenham sucesso.
O director de Risco do Banco YETU alertou, contudo, que o cliente continua a ser um dos principais pontos de vulnerabilidade. Segundo explicou, muitos esquemas de fraude têm origem em técnicas de engenharia social, nas quais os burladores conseguem obter informações sensíveis directamente junto dos utilizadores.
Por sua vez, Nelson Prata defendeu que a digitalização funciona como "uma moeda de duas faces". Se, por um lado, facilita o acesso dos clientes aos serviços bancários e aumenta a conveniência das operações, por outro expõe os utilizadores a novos riscos, exigindo maiores cuidados na utilização dos canais digitais.
O presidente da ACONSBANC defendeu igualmente um reforço dos mecanismos de protecção por parte das instituições financeiras, bem como um investimento contínuo em campanhas de educação financeira e digital dirigidas aos clientes, de forma a reduzir a vulnerabilidade às fraudes.
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