Cacuaco – A direcção provincial da Agricultura, Pesca e Pecuária de Luanda intensificou as acções de preparação técnica para o arranque do ano agrícola de 2027, com a distribuição de fertilizantes, insumos e sementes de milho aos camponeses e cooperativas.
Cacuaco – A direcção provincial da Agricultura, Pesca e Pecuária de Luanda intensificou as acções de preparação técnica para o arranque do ano agrícola de 2027, com a distribuição de fertilizantes, insumos e sementes de milho aos camponeses e cooperativas.
A informação foi avançada esta sexta-feiera à ANGOP pelo director provincial do sector, José João, que apontou a iniciativa como factor decisivo para transformar a forma de fazer negócios no campo e elevar as metas de colheita face ao ciclo homólogo transacto.
Segundo o responsável, a recente alteração da Divisão Político-Administrativa (DPA) da capital gerou uma forte redução das reservas de solos férteis, restando à província de Luanda uma faixa estimada entre 20 a 30 % de terras aráveis originais.
Indicou que este cenário de compressão territorial, associado ao crescimento exponencial da densidade populacional, forçou o Governo a desenhar soluções tecnológicas imediatas para potenciar a rentabilidade das áreas remanescentes na periferia.
Para contornar o défice hídrico nas cooperativas localizadas fora dos afluentes fluviais, o director salientou que as autoridades provinciais direccionaram investimentos públicos para a captação e transporte de água canalizada directamente para os perímetros de cultivo.
Fez saber que a comissão técnica determinou o reforço das vias de comunicação rodoviária, identificando o mau estado das estradas secundárias como o maior travão ao escoamento célere de produtos alimentares essenciais para os grandes mercados municipais.
A nível da engenharia financeira, disse o responsável, a direcção provincial articulou a injecção contínua de tranches de capital através de linhas de financiamento geridas pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) e organizações parceiras.
José João revelou que os fluxos financeiros contínuos destinam-se a subsidiar o sistema produtivo de pequena escala, abrangendo a cadeia de produção de carnes, suinicultura, transporte logístico de campo e a montagem de indústrias de transformação agro-industrial.
Defendeu a massificação da agricultura urbana em pequena escala, com realce para a implementação de pátios escolares produtivos, hortas familiares comunitárias e o surgimento de sistemas assentes no cultivo em meio aquático, contornando a escassez de solos para garantir a soberania e segurança alimentar na província de Luanda. DIF/COF/DC



