Dívida garantida com petróleo reduz para 7,7 mil milhões de dólares

Luanda - O secretário de Estado para as Finanças, Ottoniel dos Santos, revelou, esta terça-feira, em Luanda, que o endividamento garantido com petróleo reduziu, nos últimos anos, para 7,7 mil milhões de dólares.
Ao intervir na sessão de apresentação da Estratégia de Endividamento 2026-2028 e do Plano Anual de Endividamento 2026, adiantou que o quadro actual reflecte um panorama diferente, em relação a 2020, quando a dívida pública se situava em 16,3 mil milhões de dólares.
Reconheceu que as melhorias foram alcançadas fruto do rigor técnico, disciplina orçamental e opções difíceis, que reflectem o esforço colectivo do Estado angolano.
Ottoniel dos Santos acrescentou que o resultado é também fruto da confiança e do apoio das instituições financeiras e dos parceiros de desenvolvimento, incluindo agências multilaterais, a par da gestão activa e prudente da dívida, orientadas para a sustentabilidade de médio e longo prazos.
Em 2020, recordou, o panorama do endividamento público de Angola apresentava características particularmente desafiantes, com destaque para o rácio dívida/PIB na ordem de 69 por cento, elevada concentração da dívida colateralizada com petróleo e uma exposição significativa da dívida interna ao risco cambial, que representava cerca de 47 por cento da carteira total.
Para o corrente ano, apontou como desafio a redução do nível elevado do serviço da dívida previsto, estimado em cerca de 15,1 biliões de kwanzas.
Ressaltou que cabe ao Estado, sector financeiro, parceiros e demais operadores assegurar que o endividamento público continue a ser um instrumento ao serviço da estabilidade macro-económica, do financiamento sustentável, investimento público e criação de condições para o florescimento do sector privado, com impactos positivos sobre o emprego e o bem-estar das famílias.
Actualmente, Angola tem apenas dívida garantida com petróleo com a China, enquanto as outras estão fora deste modelo.



