Do 3º ao 5º lugar: Sanlam Allianz perde quota de mercado e fecha 2024 no vermelho

A Sanlam Allianz foi, em 2024, a seguradora com o desempenho financeiro mais negativo de Angola. De acordo com o Relatório do Mercado de Seguros e Fundos de Pensões, a companhia fechou o exercício com um prejuízo de 1,82 mil milhões de kwanzas, o resultado líquido mais baixo de entre as 21 entidades supervisionadas analisadas, à frente apenas — pela negativa — da Fidelidade Angola (-1,47 mil milhões de kwanzas) e da Global Seguros (-1,22 mil milhões de kwanzas).
O prejuízo surge a par de uma perda continuada de posições no mercado. A Sanlam Allianz é hoje a quarta maior seguradora a operar no país, com cerca de 9% de quota em prémios, depois de ter ocupado o 3º lugar do ranking em 2021. A companhia caiu para 4º em 2022 e para 5º em 2024, cedendo terreno a concorrentes como a Fidelidade e, sobretudo, a Viva Seguros, que subiu do 22º para o 5º lugar no mesmo período.
A seguradora resulta de uma joint venture entre a sul-africana Sanlam e a alemã Allianz, criada para operar em vários mercados africanos, e adoptou a marca SanlamAllianz Angola depois de obter as aprovações regulamentares necessárias, sucedendo à antiga Sanlam Angola Seguros. A direcção da operação angolana tem sido instável: Armando Jorge Mota assumiu a presidência executiva em Agosto de 2024, vindo da Fidelidade Angola, e deixou o cargo cerca de 16 meses depois para se tornar accionista e CEO da STA Seguros. Vera Sobral André, até então directora financeira (CFO) da companhia, sucedeu-lhe em Fevereiro de 2026, herdando a tarefa de recuperar uma seguradora que termina o exercício com o pior resultado líquido do sector.
Fica assim exposto um desfasamento entre dimensão e rendibilidade: a Sanlam Allianz mantém uma quota de mercado ainda relevante, mas regista o prejuízo mais elevado de todo o sector, num mercado em que apenas três seguradoras — Mundial, Nossa e ENSA — concentram cerca de 90% do resultado líquido gerado pelo conjunto das 21 entidades.



