Dombe Grande regista maior oferta de tomate

Os primeiros 27 produtores de tomate financiados pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) intensificam a produção e deverão, no final do mês em curso, começar a fornecer matéria-prima à fábrica de transformação de massa de tomate, situada na sede municipal do Dombe Grande, província de Benguela.
Na segunda etapa do programa, está prevista a inclusão de mais 61 agricultores, totalizando 88 beneficiários. O objetivo é assegurar o fornecimento regular de matéria-prima para garantir o funcionamento contínuo da unidade fabril. Os produtores contemplados manifestaram satisfação com o desenvolvimento das culturas, que irão abastecer a fábrica de transformação de tomate, confirmou o vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Benguela para a Agricultura, Pecuária e Pescas. António Noé disse que o projecto financiado pelo FADA decorre de forma positiva. Conforme recorda, integrou a comissão do Programa de Desenvolvimento Económico, responsável pelo levantamento das potencialidades económicas dos municípios, tendo o Dombe Grande sido identificado como uma das localidades com melhores condições para a produção de toate. Apesar do bom desenvolvimento das culturas, António Noé reconheceu que houve um ligeiro atraso no início da produção devido ao desembolso tardio do financiamento. Ainda assim, garantiu que haverá tomate suficiente para abastecer a fábrica a partir do final deste mês, altura em que a colheita deverá se intensificar. A entrada em funcionamento da fábrica de processamento de massa de tomate trouxe maior confiança aos agricultores do Dombe Grande, uma vez que passa a existir um mercado que garanta a produção, reduzindo as perdas registadas anteriormente nos campos. Inicialmente, estimava-se que 88 produtores beneficiariam do financiamento. Contudo, na primeira fase, foram contemplados 27 agricultores, actualmente dedicados à produção de tomate em grande escala. Segundo António Noé, cada produtor deverá colher, em média, entre 30 e 40 toneladas. Com áreas financiadas entre cinco e seis hectares por produtor, prevê-se uma elevada disponibilidade de matéria-prima para processamento nos próximos meses, favorecida pelas condições climáticas da região. Explicou que a selecção dos beneficiários obedeceu a critérios rigorosos definidos pela fábrica e pelo FADA, privilegiando produtores com capacidade comprovada para cultivar tomate de qualidade e cumprir os compromissos assumidos. António Noé defendeu, no entanto, que os financiamentos sejam disponibilizados em um momento oportuno, alertando que eventuais atrasos poderão coincidir com períodos de temperaturas elevadas, desfavoráveis ao cultivo do tomate. O funcionamento pleno da fábrica de transformação de tomate representa importantes ganhos para as comunidades locais. Além de incentivar a produção, a unidade industrial impulsiona a economia do município e da província, promove a circulação de capital nacional, gera receitas fiscais e reduz a necessidade de importação de derivados de tomate. O empresário agrícola apelou ao Ministério da Agricultura para incentivar os produtores a concentrarem o cultivo do tomate entre Maio e Agosto, assegurando o abastecimento regular da fábrica.tando a sua fertilidade.



